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Comerciantes da Cohab exigem segurança para conter onda de assaltos



Data de Publicação: 16 de agosto de 2006
 
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A onda de assaltos a comerciantes e transeuntes tem se tornado mais freqüente em São Luís. No Bairro Cohab o problema está se tornando parte da rotina de quem transita principalmente próximo à Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde as abordagens dos marginais não têm horário para acontecer.

Segundo Ezequias Campos, balconista de uma loja de materiais de construção, o horário de meio-dia é considerado o mais perigoso porque o movimento é menor e a rua está quase deserta. A loja que trabalha já foi assaltada uma vez assim como as outras vizinhas. "Eles sempre agem em grupo de 2 a 3 moleques e na maioria das vezes armados. Já vi até de moto", disse.

De acordo com informações dos comerciantes e transeuntes, os bandidos são de uma invasão próxima à Vila Izabel Cafeteira e se misturam com os "cheiradores" de cola que ficam no quiosque ao lado da feira. Eles escolhem esse ponto em frente à igreja porque assaltam principalmente as idosas que vão diariamente fazer orações. "Arrancam cordão das velhinhas e bolsas das pessoas que descem na parada de ônibus", disse Veranilde Serra Silva, vendedora de lanche.

A vendedora conta que já presenciou muitos assaltos tanto a transeuntes quanto a estabelecimentos comerciais. Ela cita uma farmácia do outro lado da avenida que foi vítima muitas vezes. "De 15 em 15 dias, ela era assaltada", citou.

As estudantes Maria de Jesus Silva e Marisa Lima disseram que sentem medo quando descem na parada de ônibus e tem de seguir para casa. Os bandidos observam esse percurso seguido pelas pessoas e deixam para abordá-las quando se distanciam da avenida.

Elas relembram que por um tempo tinha um trailer móvel da polícia na praça e, nesse período, não se ouvia falar em roubo, assalto ou coisa parecida. Não se sabe por que retiraram o equipamento do local, mas depois disso já foram feitas muitas solicitações ao prefeito Tadeu Palácio, mas a burocracia é grande e até hoje a situação só se agrava.

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