O governo ainda não discutiu se irá apoiar a emenda constitucional que acaba com o voto secreto no Congresso. O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) disse que "o governo não trabalhou essa questão".
No Congresso, os apelos para que a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) seja aprovada se intensificaram com a descoberta de que 72 parlamentares estão envolvidos com a máfia dos sanguessugas. A avaliação entre parlamentares é que esses congressistas não serão punidos se a votação for secreta, a exemplo do que ocorreu com os denunciados no mensalão.
Um dos defensores do fim do voto secreto, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), disse hoje que vai procurar o governo para que haja um esforço em prol da emenda constitucional.
Para Gabeira, se houver vontade política, a medida pode ser aprovada rapidamente. "O governo pode tirar da pauta as medidas provisórias e projetos com urgência para abrir espaço para a discussão do fim do voto secreto", defendeu.
Em consonância com o governo, o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), sinalizou que dificilmente a emenda será votada. "Vou apresentar aos líderes [a proposta de priorizar a emenda]. A votação exige um esforço partidário amplo, um acordo e o destrancamento da pauta", disse.