Israel
Ataques mútuos marcam cessar-fogo
No segundo dia de cessar-fogo entre o Exército de Israel e o grupo libanês Hizbollah, as forças israelenses começaram ontem a se retirar do sul do Líbano, enquanto tropas libanesas se preparam para controlar o local. Apesar da trégua, continuam ocorrendo confrontos isolados entre forças israelenses e membros do Hizbollah.
Soldados israelenses dispararam ontem contra cinco membros do Hizbollah, em dois confrontos separados no sul do Líbano, informou o Exército de Israel.
Em declaração feita pouco depois de 24 horas do início de um cessar-fogo definido pela ONU (Organização das Nações Unidas), um porta-voz do Exército afirmou não saber se os membros do grupo tinham morrido - há informações não confirmadas de que três deles estariam mortos.
Líbano
Ajuda internacional começa a chegar
O cessar-fogo entre Israel e o grupo libanês Hizbollah permitiu que a ajuda humanitária oferecida pelas agências das Nações Unidas comece a chegar ao sul do Líbano, para onde milhares de pessoas devem retornar nos próximos dias.
"A resolução da ONU representa a melhor oportunidade para acabar com as hostilidades, e nos permite chegar às pessoas a que não tínhamos acesso e que precisam de ajuda desesperadamente", disse a porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Christiane Berthiaume, em entrevista coletiva.
O PMA investirá US$ 3,8 milhões doados pela União Européia para ajudar quase 1 milhão de deslocados depois de um mês de conflito.
Conselho da ONU
Líder iraniano pede saída dos EUA e Reino Unido
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu ontem a exclusão dos Estados Unidos e do Reino Unido como membros permanentes do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas.
"Estes países não têm a aptidão necessária para serem membros do Conselho de Segurança, já que o têm convertido em indigno", disse Mahmoud. "Quero dizer, em representação dos povos da região, que aqueles países que impediram a aprovação da resolução do Conselho de Segurança, e a adiaram durante três semanas para apoiar os ataques do regime sionista são seus cúmplices e devem ser processados por crimes de guerra", acrescentou Ahmadinejad.
Haiti
ONU prorroga mandato de missão
O Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas prorrogou ontem por seis meses o mandato da força da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti e reforçou o componente policial desta entidade para ajudar o país a lutar contra a violência.
Em resolução aprovada por unanimidade, os 15 membros do CS decidiram prorrogar até 15 de fevereiro de 2007 o mandato da Minustah (Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti), que havia expirado.
Ficou também decidido que a Minustah contará com 7.200 militares, contra 7.500 atualmente, enquanto que seu componente policial será formado por até 1.951 integrantes, um aumento de 54 homens, tal como havia adiantado o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
A missão das Nações Unidas foi enviada ao Haiti em junho de 2004 para apoiar o governo interino instalado após o exílio do presidente Jean-Bertrand Aristide sob pressão internacional.
Depois que o novo presidente René Préval assumiu o cargo em maio, o nível de violência no país recuou, voltando a apresentar uma elevação em julho, segundo relatório enviado ao CS por Annan no início deste mês.