No dia de sua estréia como técnico da Seleção Brasileira, que acontecerá em Oslo, contra a Noruega, Dunga anunciou que não fará uma revolução radical na equipe.
- Não é preciso mudar tudo. Há muitas coisas boas que quero manter e outras que quero mudar. Mas não farei uma revolução radical - disse Dunga.
Dunga evitou comparar sua tarefa com a revolução promovida pelo alemão Jürgen Klinsmann, que comandou a seleção de seu país na Copa. Ele se mostrou prudente.
- Acho que sou o Dunga e não o Klinsmann. O técnico da Seleção Brasileira tem mais responsabilidade do que o presidente da República - afirmou.
O novo técnico da Seleção reconheceu que se surpreendeu quando foi escolhido pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Principalmente por não ter experiência como treinador.
- Foi uma enorme surpresa. A imprensa analisava todos os nomes possíveis, menos o meu - lembrou Dunga, que substituiu Carlos Alberto Parreira, depois do fracasso da equipe no Mundial da Alemanha.
O técnico brasileiro não vê, no entanto, uma desvantagem no fato de que não tem experiência na função.
- Muitos treinadores brasileiros tinham muita experiência e, apesar disto, não se mantiveram muito tempo no cargo, porque no futebol o que vale é o gol - lembrou.
Para Dunga, quando todos sabem o que é preciso fazer, não há necessidade de um treinador ser duro e o importante é que todos saibam quais são suas responsabilidades.
- Os jogadores devem ser de qualidade, mas também mostrar vontade de jogar e entusiasmo, motivação e acima de tudo vontade de ganhar - afirmou.
O ideal para Dunga é encontrar um equilíbrio entre a disciplina e a técnica brasileira. Para ele, esta é a receita que pode levar ao título de campeão no Mundial da África do Sul em 2010.
Dunga acha que, mesmo após o fracasso na Alemanha, as outras equipes não perderam o respeito pelo Brasil:
- Mas temos de voltar a provar dentro de campo que somos os melhores.