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Mentir mil vezes...



Data de Publicação: 17 de agosto de 2006
 
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A nova investida dos partidos sócios do governador José Reinaldo para dar algum fôlego à combalida tríade de candidatos da falecida Frente de Libertação do Maranhão é tentar passar, para a população do Maranhão, a máxima nazista de que uma mentira dita mil vezes se transforma em realidade. A frase é atribuída a Joseph Goebbels, ministro da propaganda do regime de Adolf Hitler sabia muito bem que um dos métodos preferidos dos nazistas era mentir o máximo possível para confundir e ganhar espaços no imaginário popular. Por isso, adotou essa idéia ao pé da letra para seu departamento de propaganda no partido nazista, utilizando-a mais tarde no Ministério da Propaganda.

O factóide criado por três assessores comissionados da Assembléia Legislativa de que Roseana estaria fazendo campanha com a suposta distribuição de livretos não passa disso: um factóide.

A difusão de uma notícia de que Roseana estaria fazendo propaganda eleitoral se utilizando da distribuição de um livreto, contendo informações sobre o direito dos idosos é falsa. O livreto existe há quase um ano e visava a difundir, entre os idosos, os seus direitos pelo Estatuto do Idoso, aprovado pelo Congresso Nacional. Um dos exemplares, distribuído gratuitamente e com autorização legal, caiu nas mãos de uma trinca de jornalistas que, bem ao estilo gangster, tentou forjar uma situação que beneficiasse seus patrões, José Reinaldo e João Evangelista.

O único que se entusiasmou a levar adiante o factóide foi o candidato do PSDB, Aderson Lago, que viu no fato uma oportunidade de aparecer na mídia. Não havia nenhuma prova de que tivesse ocorrido, realmente, a suposta distribuição do livreto e muito menos ficou caracterizado que, em havendo tal distribuição, tivesse sido feita a mando da senadora. Afinal, seus adversários poderiam ter forjado a trama para obter dividendos eleitorais.

Anteontem, em decisão liminar, o desembargador Raymundo Liciano de Carvalho determinou que se abstivesse de distribuir tal livro. Não disse que era ela quem o fazia nem que mandava fazê-lo. Determinou, tão-somente, a abstenção. Não a condenou a nada.

Mas isso foi motivo para Aderson e seu filho e advogado Rodrigo Lago comemorarem, como se Roseana tivesse seu registro cassado e/ou já estivesse proibida de concorrer e de assumir em caso de vitória, que, aliás, se mostra inevitável.

Mas a nova dinastia dos Lago festeja. Com base em quê? Em nada! Apenas - e exasperadamente - tão-somente, na necessidade premente do candidato aparecer na mídia.

Não há uma única prova de que tenha sido Roseana quem distribuiu - se distribuíram mesmo - tal livreto. Mas, os novos gênios do direito eleitoral já a sentenciaram à perda dos votos, do direito de concorrer e de se eleger.

Lastimável é que se usam artifícios não apenas para ludibriar a opinião pública, mas, também, para tentar influenciar a decisão da colenda corte eleitoral. E bem ao estilo de Joseph Goebbels, repetem a mesma mentira uma, duas, mil vezes, na tentativa vã de vê-la se transformar em verdade.

Mas, ao contrário do pensamento nazista, uma mentira dita mil vezes jamais será uma verdade. Sempre será mentira. Foi isso que levou Hitler à desgraça!

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