Enquanto Eliete Silva Costa se encontrava na capital maranhense para tratamento de saúde, o companheiro com quem convive maritalmente há 12 anos, Orlando Almeida Rocha, 35, abusou sexualmente de sua filha, uma adolescente de 17 anos, portadora de deficiência acometida por paralisia infantil. O crime aconteceu na cidade paraense de Marabá.
Além do acusado, um irmão da vítima e a cunhada ficaram em casa, sendo que a jovem acredita que o crime tenha acontecido na quarta-feira (16), quando o casal saiu de casa para fazer umas compras e os dois ficaram sozinhos. "Ao bater na porta, quando voltamos, percebemos que ele demorou a abrir a porta, e quando abriu estava muito desconfiado, e saiu direto para o banheiro", disse a cunhada da vítima em depoimento.
Através de gestos, a adolescente teria dito para a cunhada o que tinha acontecido apontado para o padrasto e as partes intimas dela, na frente e atrás. Ao ir trocar as roupas da vítima, percebeu-se que estava suja de sangue. A jovem ligou de imediato para a sogra, contou o que tinha acontecido, fazendo-a retornar para casa e, na ausência do acusado, foi à polícia e denunciou o caso.
A menina foi submetida a exame de conjunção carnal, cujo laudo, expedido no mesmo dia, constatou que o estupro não tinha se consumado, mas que, pelas lesões apresentadas, houve violenta tentativa. Uma equipe policial foi enviada para o endereço que o acusado trabalha como topógrafo num canteiro de obras de uma construtora, onde ele foi preso.