BARRETO
Polícia caça assaltantes de lotéricas
Nos próximos 30 dias, as ruas do pequeno Bairro Barreto, área periférica da capital maranhense, conhecida pelo poderio econômico oriundo do tráfico de drogas, ficará tomada por homens do Batalhão de Missões Especiais - BME. A operação, que tem como objetivo principal, combater o tráfico de drogas, foi montada pelo Comando do Policiamento Metropolitano, CPM, em resposta a uma ação ousada ocorrida no final da tarde de quinta-feira (17), na Avenida do Contorno, naquele bairro, quando durante uma incursão do Esquadrão Águia (motos) do BME, dois soldados foram agredidos por um grupo formado por cerca de 20 homens.
O bando, em maior número, ainda danificou uma das motos - furou o pneu, quebrou algumas peças e, ainda, ameaçou atear fogo no veículo. Os militares foram deslocados para o local, após o assalto à Lotérica Castelão. Dois homens invadiram a lotérica e, em seguida, empreenderam fuga em direção ao bairro em uma moto-taxi.
Em uma ação rápida, militares foram deslocados, mas quando chegaram, estacionaram as motos, separaram-se e desceram andando em ruas de difícil acesso, e quando já retornavam com um possível suspeito detido, foram cercados. Os soldados Silvestre e Alexandre foram agredidos, tendo o último, inclusive, saído com o braço quebrado.
A situação só não foi pior, por que um terceiro soldado sacou da pistola e ameaçou atirar e, em seguida, solicitou reforço. Até o fechamento da nossa edição, sete pessoas haviam sido detidas, entre elas, Klésio Nava Pereira, suspeito de estar comandando o grupo que atacou os policiais.
Em poder dele, a polícia apreendeu R$ 75 reais em dinheiro miúdo. A polícia também surpreendeu José de Ribamar Albuquerque, conhecido como "Maranhão", com certa porção de maconha. Ele foi autuado em flagrante, os demais permaneciam sendo investigados. Na operação de ontem, para facilitar o trabalho da polícia, barreiras foram montadas nas ruas de acesso ao bairro. Conforme informações do coronel Francisco Melo, que juntamente com o major Pereira, comandante do BME, coordenou pessoalmente a operação, nos próximos 30 dias a PM tomará contar das ruas do bairro. "Primeiro temos que reprimir o tráfico, em seguida, manter o trabalho de combate", disse o coronel. Até o fechamento da nossa edição, a incursão permanecia sendo realizada.