Passado o receio dos consumidores quanto à eficácia dos remédios genéricos, esses produtos ocupam cada vez mais espaço nas prateleiras de farmácias e drogarias do país - um mercado que se consolida como a nova locomotiva da indústria farmacêutica.
Os números compravam esse avanço. Balanço do IMS Health - instituto que audita o mercado brasileiro de medicamentos - revela que o setor cresceu 28% em vendas no primeiro semestre na comparação a igual período de 2005. Em unidades, foram 90,5 milhões contra 70,9 milhões. Em cifras, o segmento movimentou US$ 471 milhões (pouco mais de R$ 100 milhões) - um crescimento de 56%.
O bom desempenho dos remédios que levam o nome do princípio ativo - que atinge 13,87% do market share (fatia de mercado) - puxou para cima o mercado total de medicamentos. No país, o setor faturou R$ 4,7 bilhões, alta de 33% frente aos US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 7,5 bilhões).
Na avaliação da diretora-executiva da Pró Genéricos (Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Genéricos), Vera Valente, o setor começa a mostrar reação depois de um período de crescimento pequeno. "Os medicamentos genéricos estão contribuindo para impulsionar os números da indústria farmacêutica e estimulando a entrada de novos produtos no mercado, cumprindo a missão de ampliar o acesso da população com preços mais em conta", diz.