Por Gilberto Léda
Editoria de Política
César Bandeira se coloca à disposição para depor na CPI
DISCURSO
O Imparcial é humilhado na Câmara
O deputado federal César Bandeira (PFL) fez, ontem (1º), discurso da Tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília, para defender-se, novamente, das acusações dos empresários da Planam Darci e Luiz Antônio Trevisan Vedoin. Os dois informaram, em depoimentos à CPI das Sanguessugas, que ele estaria envolvido no escândalo da liberação de emendas parlamentares para a aquisição de ambulâncias com preços superfaturados.
Segundo o deputado maranhense, os dois chefes do esquema fizeram acusações infundadas em seus depoimentos ao afirmar que ele teria liberado recursos para a compra das ambulâncias através da Planam. "Na acusação, eles [os Vedoin] falam das emendas; destinei oito emendas e estão aqui as licitações de todas as oito, que vou pedir permissão para ler", disse o deputado, lendo, em seguida, os processos que deram origem à compra de ambulâncias para os municípios de Urbano Santos, Primeira Cruz, Lago da Pedra, São João dos Patos, Poção de Pedras e para a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), nenhuma pela empresa dos Vedoin.
Bandeira também voltou a criticar a cobertura jornalística feita pelo jornal O Imparcial, que, segundo ele, pode estar "a serviço de alguém". "Não sei de quem ele [O Imparcial] está a serviço, mas as notícias são requentadas diariamente", afirmou, lembrando que, já tomou as medidas judiciais necessárias para reparar o dano causado pelo que chamou de "jornaleco".
"Como cidadão, tomei as providências: estou processando penal e criminalmente esse jornaleco que mandou a Brasília um repórter para denegrir a imagem daqueles que não compartilham com as ações do Palácio dos Leões, em São Luís", garantiu.
O parlamentar já apresentou à Comissão Parlamentar de Inquérito a sua defesa e se dispôs a atender a qualquer convocação da Corregedoria da Casa ou da Comissão de Ética para prestar mais esclarecimentos.
"Apresentei à CPI a minha defesa, juntamente com toda essa documentação [licitações] e estou me colocando à disposição da CPI, da Corregedoria e Comissão de Ética para defender a minha honra", reiterou. "Ora, se hoje em dia não controlamos nem os nossos filhos, como controlar a ação daqueles que trabalham conosco?", questionou, referindo-se ao suposto envolvimento de um dos seus assessores com a máfia.