Durou cerca de cinco horas, o depoimento de José Edeilson Batista da Silva, de 25 anos, conhecido como "Branco", suspeito de ter participado do assassinato do promotor de Justiça de Cupira, no Estado de Pernambuco, Rossini Alves Couto. "Branco prestou depoimento, ontem, a delegados das Polícias Federal e Civil e a representantes do Ministério Público, na sede da Polícia Federal no Recife. O teor da ouvida não foi revelado, uma vez que a investigação corre sobre segredo de Justiça.
O suspeito foi capturado na quinta-feira da semana passada, no Maranhão, mas a prisão só foi comunicada anteontem pela assessoria de comunicação social da PF. A prisão ocorreu no Terminal de Cargas da Empresa Progresso, no momento que usava o nome falso de André Ferreira da Silva.
Ele foi preso em flagrante pela Operação Cupira, desenvolvida pela PF, em conjunto com a Secretaria de Defesa Social (SDS) e Ministério Público de Pernambuco (MPPE). De acordo com a Polícia Federal, "Branco" já tem três mandados de prisão preventiva expedidos pelas Comarcas de Cupira, Camocim de São Félix e Lajedo, em Pernambuco, pelos crimes de tentativa de homicídio e seqüestro.
Só pelo crime de uso de documento falso, previsto no artigo 304 do Código Penal, ele deve cumprir pena de dois a seis anos de prisão. O promotor Rossini Couto foi morto no dia 10 de maio de 2005, num restaurante de Cupira. Ele foi ferido a tiros quando almoçava ao lado do fórum onde atuava. De acordo com testemunhas, os disparos foram praticados por dois homens que o abordaram em uma moto vermelha. Os disparos atingiram o maxilar, o pescoço e a garganta. Um deles transfixou e atingiu a artéria aorta.