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Lula diz que vitória é 'certa' e acontece ainda no 1º turno



Data de Publicação: 20 de agosto de 2006
 
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FIRMEZA

Pesquisas empolgam o presidente


Pela primeira vez na atual campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que vai ganhar no primeiro turno. Previu também novos ataques dos adversários e recomendou usar "caneleiras" para enfrentar os chutes daqueles que estão perdendo.

"Um general que tem a tropa que eu tenho, representada por vocês, não tem que ter medo da disputa. A luta poderá ser até difícil, mas a vitória é certa. Muito obrigado companheiros e até a vitória, se Deus quiser, em 1º de outubro [data do primeiro turno]", disse Lula.

A declaração foi feita no final de discurso dirigido a uma platéia de sindicalistas de várias tendências que participaram de ato de apoio à candidatura do petista em um ginásio na zona leste de São Paulo.

Todas as pesquisas de intenção de voto apontam a vitória de Lula no primeiro turno, que será realizado em 1º de outubro. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, seu principal adversário, aparece em segundo lugar e perdeu pontos nas sondagens divulgadas na semana passada.

No resultado do Ibope anunciado na sexta-feira à noite, Lula subiu um ponto, para 47%. Alckmin se manteve nos 21%.

No mesmo discurso, o presidente, muito à vontade diante de seu tradicional nicho de apoio, disse que está preparado para enfrentar os ataques da oposição e que terá uma atitude respeitosa na campanha. Prometeu não perder a calma, a ternura e a classe.

"Eu trato todo mundo bem, vocês já viram eu falar mal de algum governador, de algum prefeito, dos meus adversários?", indagou.

Ele usou então as costumeiras metáforas de futebol para classificar os adversários. "Eu sei que eles vão vir para cima de nós dando canelada, porque time que está perdendo parte para o ataque, chuta, quer dar cabeçada. O meu papel é ficar tranqüilo, não fazer falta, não agredir ninguém, não sofrer pênalti... Pode colocar caneleira que eles vão vir com tudo", afirmou, citando o jogo entre São Paulo e Internacional realizado nesta semana.

O encontro com os sindicalistas foi realizado no dia seguinte ao anúncio do Dieese de que 82 por cento dos reajustes salariais ficaram acima da inflação no primeiro semestre.

O ato foi precedido de reunião específica com lideranças da Força Sindical, sempre dividida entre o PT e o PSDB, que levaram apoio à candidatura petista.

"A notícia publicada pelo Dieese me deixou muito orgulhoso porque o que eu não conquistei como dirigente sindical, eu estou podendo contribuir como presidente da República, para que os sindicatos conquistem", disse na reunião com os sindicalistas ligados à Força.

A candidatura também recebeu a adesão do presidente da Social Democracia Sindical (SDS), Enilson Simões, o Alemão, central aliada tradicionalmente aos tucanos. Alemão disse que a certeza da realização das reformas e o fracasso do PSDB em São Paulo o levaram a aderir à eleição do petista.

Antes da chegada de Lula ao ato, um grupo de manifestantes da empresa Flaskô, localizada em Sumaré (SP), fez uma manifestação no auditório e foi retirado por seguranças, com agressões.

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