A 44 dias da eleição - e num cenário de estagnação nas pesquisas de opinião - persistem os tremores nos palanques de Geraldo Alckmin nos Estados. O conflito entre aliados exige malabarismo do candidato do PSDB à Presidência em suas viagens pelo país.
No Maranhão - palco de tradicional rixa entre tucanos e pefelistas - o candidato cancelou a visita, programada para ontem, para evitar problemas com a candidata do PFL, Roseana Sarney.
Encarregada da organização da agenda de Alckmin, a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) pediu ao presidente do PSDB do Maranhão, deputado Sebastião Madeira, a retirada de um processo contra Roseana. Como ele não atendeu à solicitação, foi cancelada a visita de Alckmin ao município de Imperatriz, reduto de Madeira.
Também para contentar interesses locais, Alckmin participou de três diferentes atividades ontem no Piauí: uma com o ex-prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB), outra com o ex-senador Hugo Napoleão (PFL) e uma terceira, em Paranaíba, com o senador Mão Santa (PMDB).
Anteontem, no Paraná, Alckmin assistiu ao racha do próprio partido. Após atividade com o prefeito Beto Richa e o senador Álvaro Dias, ele encerrou sua agenda em Curitiba com o presidente da Assembléia, Hermas Brandão (PSDB). Ele era vice na chapa de Roberto Requião (PMDB), mas a aliança foi anulada.
A agenda do presidenciável tucano foi discutida previamente com o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), que tem ido aos estados antes de Alckmin para pavimentar o terreno.