O candidato do PSB, Edson Vidigal, na última sexta-feira, deu demonstrações cabais do que pretende mostrar "de novo" na política maranhense. Seu programa eleitoral mostra que ele segue com fidelidade canina a filosofia do seu mentor político, o governador José Reinaldo Tavares. Alvo de muitas acusações de beneficiar quadrilheiros e planos de saúde, Vidigal segue à risca o que lhe sugere seus marqueteiros, financiados pelo erário. Ele, que se dizia um homem acima de qualquer suspeita e probo, mantém a mais milionária campanha deste ano, embora não tenha apresentado sua prestação de contas ao Tribunal Regional Eleitoral, como determina a lei.
E o que fez o ex-juiz que, segundo denunciou o então deputado Paulo Marinho, tem duas certidões de nascimento e três batistérios falsos? Bom, ele veiculou no seu programa um pronunciamento feito pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, em Imperatriz, quando ele e o senador José Sarney ainda eram adversários políticos. Na gravação, Lula, num rompante político, fazia referências depreciativas aos senadores José Sarney e Lobão.
O que Vidigal, o aprendiz de traidor, não disse e nem mostrou foram as imagens do próprio Lula, agora já na condição de presidente da República, pedindo desculpas públicas ao grande estadista José Sarney, pelas vezes em que ele, confessadamente, o criticou em campanhas eleitorais, exatamente como aconteceu em Imperatriz.
Vidigal é sócio desse consórcio corrupto implantado no Maranhão por José Reinaldo e sua gangue. Ele o ajuda a sustentar. Ele o referenda. E é nele que busca os recursos para financiar sua campanha e de seus aliados, seja através do usufruto dos convênios fraudulentos, sejam pela obtenção amoral e ilegal dos dividendos das licitações corrompidas. Vidigal, o aprendiz de corrupto, apenas agora está ao lado de José Reinaldo, exatamente para aprender os meandros da política suja. Antes, sempre se beneficiou da amizade de Sarney, e no recente episódio do Convento das Mercês, mandou ao senador Sarney um telegrama, em tom subalterno, se solidarizando com o ex-presidente e condenando a forma torpe com que o governador e seus aliados tentaram se apossar do Convento.
Mas Vidigal, o aprendiz do petismo nefasto, inventor do mensalão, que enojou o país e que no Maranhão teve seus tentáculos, abafados de pronto pelo atual presidente Domingos Dutra, prefere o engodo a uma campanha séria, com propostas. Mas Vidigal não é sério. Se o fosse, não teria feito o que fez. Afinal, poderia ter mostrado ao eleitorado maranhense, cópia da carta enviada pelo próprio presidente Lula, conferindo apoio e declarando sua confiança na vitória de Roseana na eleição deste ano. A carta de Lula à senadora serviu para desmoralizar o ex-juiz caxiense, que anunciava aos quatro cantos que era ele o candidato do presidente Lula. Não era e não é. E jamais será, porque o presidente jamais poderia apoiar um homem que tem um passado obscuro, repleto de acusações e que se aliou ao governante mais corrupto da história do Maranhão.
Mas Vidigal é um aprendiz exemplar. Afinal, conseguiu em pouco tempo, absorver os ensinamentos desse mesmo corrupto e já utiliza suas práticas, como já dito acima, com uma fidelidade canina. Vidigal conseguiu jogar no lixo sua mal contada história e se uniu ao estrume da política maranhense. E o Maranhão vai colocá-lo no seu devido lugar: a lixeira da história política.