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VARIEDADES



Data de Publicação: 20 de agosto de 2006
 
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Os eternos xereteiros

Cantador: Boca de Fogo


I
Nesta terra gonçalvina
Ostentanda pela flora
Sopra a brisa matutina
Sobre os encantos da flora
Avisando os maranhenses
Que a mudança não demora

II
Enquanto isso na toca
Nenhum acerto vigora
Tão todos numa maloca
Não vendo chegar à hora
Dos trouxas pegar suas trouxas
E se mandarem pra fora

III
No auge do desespero
Sem nada para inventar
Procuram qualquer desculpa
Mas nunca vão encontrar
A porrada é bem maior
Que se possa imaginar

IV
Liquidaram seus cartuchos
E agora sem espoleta
Os tiros mal preparados
Do "pequeno" picareta
Sai tudo pela culatra
Contra o próprio doutor Peta

V
Os gaviões de dois bicos
Começaram a se afastar
Quem beliscou, beliscou
Não tem do que reclamar
Os que ficaram na valsa
Só resta agora dançar

VI
Do rei com suas muguetas
Ninguém quer ver nem o cheiro
O que não dá pra entender
São os fiéis escudeiros
Renato Sousa e Gilberto
Como eternos xereteiros

VII
O touro já deu o berro
Pra cupincha se afastar
E a vaca foi pro brejo
Pra não dá mais de mamar
Agora que eu quero ver
Onde eles vão babar

VIII
Há uma rosa em nosso meio
Perfumando cada lar
Há ruídos no porão
Começando aporrinhar
São os bichos de rabo preso
Querendo se libertar

IX
Reclamam os testa-de-ferro
Soluça os desesperados
Por estarem se sentindo
Cada vez mais isolados
Se falsidade matasse
Já estavam sepultados

X
Quando nós pensamos fortes
Na vontade de mudar
Não adianta o mandante
Querer nos intimidar
Basta o povo ter coragem
A força Deus é quem dá

XI
Maldito é aquele que cospe
No prato que já comeu
Sem saber que no final
Ante o julgamento do seu
Vai morrer do mesmo jeito
Que Iscariotes morreu

XII
Entre tapinhas e beijos
Com quem tanto te insultou
Que diria que o poder
Te fizesse um traidor
Ao ponto de não enxergar
A quem tanto te ajudou

XIII
Todos eles são idênticos
Quando o assunto é dinheiro
É a corda e a caçamba
Diante o despenhadeiro
Quando não cai no buraco
Vai direto pro lameiro

XIV
Onde andará a Evita
Que passou de musa a ré
Ao tentar chamar pra luta
A nova dama do Zé
Logo no primeiro round
Foi expulsa a pontapé

XV
Gostaria que eles mesmos
Se olhassem nesse padrão
De um lado é só picareta
E dou outro é só babão
Com propina o líder é santo
Sem grana o chamam de cão

XVI
Essas bulas já passadas
Mais velhas que as de jalapa
Temos por obrigação
De excluirmos do mapa
Se não saírem na boa
Vão ter que sair no tapa




ADMINISTRAR NÃO É FACIL

* Por Jonas Costa

Digo isso porque ninguém nasce com esse dom magnífico, embora Deus tenha dado inteligência e vitalidade ao homem, para realizar a plenitude de sua própria vida. Porém esse estado de agir a seu talante, não significa que o homem tenha base nas qualidades, das quais uma chefia precisa para administrar. Portanto, para que uma administração seja eficiente, requer que o individuo tenha prática de algumas ações do processo administrativo: planejar, executar e controlar, a fim de que os esforços e as atividades sejam colimados, para obtenção dos seus propósitos.

Se o fosse tão fácil, as administrações públicas federais, estaduais e municipais não seriam, em parte, mal desempenhadas. Aliás, aqui reside o grande problema de qualquer administração, que tem por fim assegurar a sua própria continuidade de ação, através das mudanças, muitas vezes necessárias, que o regime democrático deve realizar. Quanto ao campo de sua atuação, pode-se dizer, de modo geral, que os problemas administrativos que dizem respeito às obras públicas, como: saúde e cultura; segurança e saúde públicas; assistência social; fiscalização e supervisão nos serviços de utilidades públicas, o município de São Luís não estaria completamente defasado, isto é, colocado fora do ritmo necessário para os acabamentos, melhoramentos e construções, dos quais a cidade está carente e, por isso, perdendo o aspecto indispensável de uma cidade turística, pelo seu valioso patrimônio histórico e o de Alcântara, e os recantos maravilhosos, como a praia dos lençóis, a ilha dos guarás, cachoeiras e tantos outros capazes de excursões turísticas, que sempre resultam em uma recreação para o espírito, um enriquecimento para a inteligência e um alargamento para o coração, porque só se ama aquilo que se conhece. Logo, do jeito em que está, São Luís, com seus quase quatrocentos anos de existência, não pode continuar no atraso e em mãos de maus políticos, porque, em quatro anos de administração do Estado e do Município, nada foi feito de importante para próprio Estado e seu povo, a não ser desilusões e falcatruas de toda ordem, para encher os bolsos dos partidos e políticos aliados. Uma prática perversa que tem conduzido muitos administradores públicos ao mau desempenho de suas funções ou cargos. A prova desta assertiva está em algumas dessas administrações aparecerem, de vez em quando, estampadas em páginas de jornal, mostrando suas discrepâncias, isto é, suas falhas, ora por depravação moral, ora por irregularidades que deixaram de ser articuladas, por omissão ou incapacidade do administrador.

De tudo, o mais lamentável é que, quando um desses maus administradores infringe uma de suas responsabilidades cívicas e deve responder pelo seu ato perante a justiça, esta, por ser às vezes corrupta, não o pune ou procura dificultar o andamento do processo, deixando o Estado sem justiça, isto é, a vida social transformada numa imensa hipocrisia e um latrocínio organizado. Daí porque o Maranhão precisa de mudanças. Pois do jeito em que se encontra governado, seu caminho será sempre de retrocesso nos aspectos políticos, administrativos, etc, o que não é bom para nós maranhenses. Mas, como a eleição se aproxima, esta é a oportunidade de mudar o que antes estava sendo feito pela Gerência Metropolitana, criada por Roseana para cuidar de São Luís. E Ricardo Murad assumiu a Gerência com o compromisso de mudar a cidade. E assim aconteceu, porque dezenas de obras, num pequeno espaço de tempo, foram concluídas e iniciadas, como: a modernização da litorânea; a passarela do samba; a saúde com qualidade; o elevado Alcione Nazaré; o tratamento de esgoto; o viva caranguejo; asfaltamento de ruas em São Cristóvão e tantos outros. Mas, infelizmente, Ricardo não contava com a traição do governador Zé Reinaldo, que, para satisfazer os caprichos da Primeira Dama Alexandra, extinguiu a Gerência Metropolitana, deixando obras iniciadas sem conclusão e outras abandonadas. Agora, eleito deputado Estadual, Ricardo vai garantir junto a Roseana, a conclusão das obras não concluídas, bem como o início do projeto do Bairro Modelo, transformando São Cristóvão em um exemplo para São Luís, como sempre sonhara os seus moradores.

Advogado Prof: Jonas Costa
Fone: 3236-5742
e-mail: jonas.Jesus@terra.com.br

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