ExpedienteEdições AnterioresMapa do SiteFale Conosco
EDITORIALPOLÍTICACOLUNASSÃO LUÍSENTRETENIMENTOESPORTEGERALPOLÍCIA
São Luís -
Home » Edições Anteriores » Agosto/2006 » Edição 309 » São Luís

Semana Nacional para pessoas especiais serve de alerta contra o preconceito aos portadores



Data de Publicação: 22 de agosto de 2006
 
Diminuir corpo de textoAumentar corpo de texto

ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Inclusão. Essa é a palavra de ordem daqueles que trabalham com crianças com deficiência. Diante de uma sociedade mergulhada em preconceitos com aqueles que parecem estranhos, há quem lute para comprovar que por trás da imagem do portador de deficiências neuromotoras está um ser humano completo, que pode ser tornar um ser ativo.

Esse objetivo é compartilhado tanto pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Estado do Maranhão (APAE) como pelo Centro Dialético de Pais e Amigos dos Especiais (CDPAE). As instituições oferecerem às crianças portadoras de deficiências neuro-motoras atividades educativas e de socialização, usando o desenvolvimento e a autonomia da criança, que constrói o conhecimento sobre ela própria e o mundo que a cerca.

A Apae e CDPAE comemoram a Semana Nacional do Deficiente, com uma programação especial dirigida para todas as pessoas atendidas por elas e para seus familiares. No CDPAE, as atividades tiveram início ontem à tarde e vão até o dia 28 de agosto, enquanto na APAE serão iniciadas no sábado, 26, até dia 31.

No CDPAE, acontecerá oficina de cartões, visita a um veículo de comunicação, ao Circo Escola e sessão de cinema. Na oportunidade, estudantes do Vale do Acaraú (UVA) conhecerão a instituição e a professora Ana Lourdes Queiroz realizará atividade de leitura. No encerramento, sábado, haverá um encontro de lazer, na pousada do Ipem-Calhau e caminhada na Litorânea.

Na APAE, serão realizados o II Fórum de autodefensores, III Olimpíadas Estaduais das APAES e VI Festival Estadual "Nossa Arte". "A programação visa a proporcionar um dia mais agradável com a família", frisou a presidente da APAE, Elizabeth Soares.

Dificuldades
Inúmeras são as dificuldades das famílias com portadores de deficiência neuromotora. O tratamento terapêutico é caro e de longa duração, devendo ter continuidade por toda a vida. Entretanto, a cultura brasileira sedimentou a figura do deficiente ou do excepcional como aquela pessoa que apresenta padrões de movimentos ou de entendimento diversos do que é o comum.

A falta de uma política de inclusão que dê apoio, proteção e escolas adaptadas, bem como de profissionais especializados, também dificulta a reabilitação desses indivíduos.

Outro ponto citado pela presidente da APAE, Elizabeth Soares, é a verba repassada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de apenas R$ 2,68 por atendimento. "Equipamentos necessários aos deficientes são muito caros. Tais portadores necessitam do uso de aparelhos médicos, de cadeiras para transporte e muitos outros utensílios. Só agora entendo porque muitos médicos nem olham para cara da pessoa quando atendem. Agradeço cada dia pelas doações que nos mantém", comentou.

Links Patrocinados

BUSCA:

Edição 309
Edição 309
Página Anterior | Recomendar | Imprimir | Topo

Jornal do Povo do Maranhão - Jornal Veja Agora
Copyright 2005 - 2006 Jornal Veja Agora. Todos os direitos reservados
Rua Jorge Damous, nº 257, Caratatiua - São Luís - MA
Tel: (98) 3253-6696 Geral - 3253-6605 Comercial e Assinaturas
redacao@jornalvejaagora.com.br