A campanha da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende divulgar em setembro manifesto de apoio suprapartidário de 1.500 prefeitos, inclusive dos oposicionistas PSDB, PFL, PPS e PDT.
Hoje, Lula vai se encontrar com prefeitos do Sul de Minas em Varginha, como já ocorreu em outros Estados. Ele quer receber em votos a retribuição pelo tratamento diferenciado aos prefeitos em seu governo, compensando o apoio da maior parte dos governadores ao presidenciável tucano Geraldo Alckmin.
“No governo Lula fomos tratados com respeito, uma mudança da água para vinho em relação ao que havia”, disse o prefeito de Recife, João Paulo (PT), um dos articuladores do manifesto.
Eficientes cabos eleitorais, principalmente nas localidades com menos de 10 mil habitantes (48 por cento do total), os 5.562 prefeitos comandam 5 milhões de servidores públicos, incluindo professores de mais de 50 mil escolas e mais de 200 mil agentes de saúde em contato direto com a população.
“Sobretudo em municípios menores, prefeitos influem sobre 20 a 30 por cento do eleitorado”, calcula Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), uma das três entidades nacionais de prefeitos.
Lula já fez reuniões em Campinas (SP), Salvador (BA) e Montes Claros (MG), nas quais recebeu apoio de mais de 300 prefeitos de 18 partidos. No fim de semana, Lula vai buscar apoios no Rio de Janeiro, incluindo a pefelista Aparecida Panisset, de São Gonçalo.
“Nunca houve presidente que tratasse tão bem os prefeitos, sem distinguir partido, e, por isso, estou com ele, mesmo tendo sido eleito pelo PFL”, afirma o prefeito Vitor Pletsch, de Nova Prata, município de 22 mil habitantes no Rio Grande do Sul.