HABITAÇÃO
Posseiros continuam a desrespeitar a Justiça
A suposta trégua dos posseiros no Sítio Bethânia, na Avenida Santos Dumont, foi apenas uma forma de tentar despistar a polícia enquanto continuavam a construir seus casebres na propriedade. Entretanto, a tentativa mais uma vez foi frustrada pela polícia. Ontem pela manhã, uma viatura da PM esteve no local, acionada pelo proprietário Carlos Fernando Santos Baptista e garantiu que os funcionários da construtora dele derrubassem e queimassem as armações.
De acordo com informações do sargento Nunes, do 1º Batalhão de Polícia Militar, os invasores nunca saíram do sítio. Durante o dia, eles ficavam rodeando o lugar e à noite promoviam queimadas, derrubavam árvores e construíram os primeiros barracos.
Para intimidar quem pudesse denunciá-los, eles ameaçavam. Como aconteceu com o vizinho do sítio que foi reclamar da fumaça. "Isso aqui é um ato de vandalismo! Se pelo menos aqui fosse um local aberto, mas eles derrubaram um muro para invadir", criticou o sargento.
Como a viatura do sargento Nunes faz ronda por aquela área, ele sugeriu ao dono que entrasse em contato com o Batalhão e solicitasse outra exclusiva porque senão alguns marginais poderiam aproveitar e bagunçar em outros pontos do bairro.
De acordo com o caseiro Cecílio Divino Barros, os invasores não vão desistir facilmente. Eles já roubaram as telhas da casa e dos tanques, derrubaram árvores para construir as casas e ameaçaram os homens que foram contratados para derrubar as armações das casas da outra vez. "Os funcionários que vieram agora já foram avisados que se forem ameaçados é para não reagir e esperar a polícia", frisou.
Posseiros
No último dia 25 de julho, cerca de 700 pessoas invadiram, durante a madrugada, o Sítio Bethânia, de propriedade da Construtora Presidente Limitada. A ação dos posseiros foi planejada desde o dia 20 de julho. Eles derrubaram o muro, adentram e se apossaram de todo o sítio. Os invasores ainda fizeram a demarcação da área e dividiram-na em lotes.
A Polícia Militar foi acionada e permaneceu de plantão para que ações não fossem concretizadas na área. O proprietário da Construtora Carlos Fernando Santos Baptista esteve no local, onde levou os documentos do terreno para mostrar aos invasores que a área é particular e possui dono.
Resistência
Os invasores afirmaram que não vão sair do local. Eles estão com pretensões de permanecer na área o tempo que for necessário para conseguir um lote. A alegação dos posseiros para a invasão é que não possuem casa. Durante o último final de semana, os posseiros voltaram ao local, de onde nunca saíram em definitivo e começaram a construir novamente os barracos.
Esta é a terceira vez que a polícia coibi a ação deles, entretanto, eles passam dois ou três dias fora e retornam ao local onde refazem tudo novamente. Ontem, vários operários da construtora derrubaram os casebres, mas mesmo assim os invasores afirmam que vão retornar.