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Moradores do Coroadinho fazem manifestação contra descaso de Tadeu
Data de Publicação: 24 de agosto de 2006 | | |
| PROTESTO
Avenida é interditada por manifestantes
 O problema não desaparece, mas os moradores do Coroadinho também não desistem de lutar. Em janeiro de 2006, um grupo de manifestantes fechou a avenida principal do bairro no intuito de chamar a atenção para o drama vivido por eles todos os dias: a falta de infra-estrutura no bairro. Agora, eles se preparam para interditar a Avenida dos Africanos e, se for realmente necessário, acampar na porta da Semsur.
Cerca de trezentos moradores do bairro se reuniram na Rua da Estrela para reivindicar melhorias para o Coroadinho. Sentindo-se preteridos, afirmaram várias vezes que o prefeito Tadeu Palácio não cumpriu as promessas de campanha e não começou as obras no local por má-vontade. Eles empunhavam faixas e cartazes com apelos às autoridades municipais para que o serviço de pavimentação e saneamento seja feito o mais rápido possível. Em algumas delas, lia-se: "Prefeito, não gaste o nosso dinheiro com política, faça as ruas prometidas!", "Queremos saneamento básico urgente!", "O Coroadinho pede socorro ao poder público!", "Prefeito, respeite o povo do Coroadinho!".
 Conscientes da situação do município, eles reclamavam diretamente da inoperância de Carlos Rogério Araújo dos Santos à frente da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos.
Antônio Araújo, presidente do Conselho Comunitário do bairro e um dos líderes do movimento, foi taxativo ao falar sobre o descaso da administração municipal: "Nós estamos aqui mandando um recado ao prefeito: respeite a nossa comunidade. Essas solicitações de infra-estrutura para o bairro nós já fazemos há muito tempo, nossa paciência está se esgotando, se nada for feito até a semana que vem, nós vamos acampar na porta da Semsur e ficar lá o tempo que for necessário. Exigimos respeito, também pagamos impostos e somos parte da população de São Luís".
Os manifestantes afirmaram que muitas ruas do bairro estão sem asfalto e com sérios problemas de saneamento. Eles alegam também que mesmo depois de muitas promessas feitas por Carlos Rogério, as obras que já tinham sido iniciadas pararam sem que os funcionários da prefeitura dessem qualquer explicação para a comunidade.
Uma máquina usada para fazer consertos na pista foi abandonada em uma das ruas. À enxurrada de reclamações que se seguiu, Carlos Rogério respondeu que o município não tinha recursos para tocar em frente as obras e que a máquina estava com defeito. Disse também que não mandaria removê-la porque o conserto precisaria ser feito ali, já que o defeito impedia os técnicos de manobrá-la.
Com o passar dos dias, a população foi se irritando cada vez mais com a situação. Os manifestantes fixaram então um prazo para que a máquina fosse retirada - caso isso não acontecesse até o meio-dia de ontem, ameaçaram quebrá-la com marretadas. Misteriosamente, a máquina foi recolhida antes disso, no início da manhã. "E não é que a máquina que estava quebrada andou hoje direitinho?", enfatizou Antônio Araújo, que disse estar certo de que o prefeito Tadeu Palácio só fará algo pelo bairro se estiver sendo pressionado.- Próximo texto:
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