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Escola da rede de ensino do município na Vila Ariri foi abandonada pela Seduc



Data de Publicação: 24 de agosto de 2006
 
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As propagandas de educação com qualidade que Tadeu Palácio expõe em outdoors pela cidade são contrárias à realidade. Em vários bairros de São Luís, são comuns escolas sem estrutura alguma para comportar salas de aula e, em outros, obras inacabadas que servem de abrigo para marginais. Na Avenida José Sarney, na Vila Ariri, há quase cinco anos, a construção de uma escola de nível fundamental ficou inacabada pela falta de repasse de verba do prefeito Tadeu.


Como o terreno estava servindo de "boca-de-fumo" para marginais, os moradores derrubaram os muros e pouco a pouco destroem as paredes do prédio inacabado. Telhas, caibros, vigas e outros materiais, a construtora levou alegando atraso no pagamento.

A placa da prefeitura também foi retirada. Segundo Valdeni Aguiar, mecânico, nela constava o orçamento de R$ 1,1 milhão para que a obra ficasse pronta em 120 dias. "Com verba própria! Nada de financiamento federal ou de bancos estrangeiros", destacou.

Troca
A obra eleitoreira de Tadeu Palácio gerou mais prejuízos. O terreno em que o colégio começou a ser construído pertencia ao Conselho Comunitário, onde funcionava uma escolinha comunitária. O prefeito fez uma troca com seus líderes com a promessa de que os alunos atendidos por ela seriam transferidos para a nova. "Como Tadeu não fez nada, as crianças estão divididas em duas escolas apertadas e com salas separadas por um papelão", reclamou Valdeni.

A troca do prefeito contribuiu apenas para aumentar a impunidade no bairro. Freqüentemente, acontecem assaltos no trecho da escola e os bandidos correm para o colégio e a polícia não os encontra. Quando existia o muro, os marginais faziam o local de encontro para traficantes e usuários de drogas.

"Eles roubam as pessoas que passam e se escondem no terreno do colégio", contou Nurdinéia Costa, comerciante. Por causa disso, a população da Vila Ariri com o apoio da Vila Mauro Fecury II derrubaram os muros da escola e algumas paredes.

Mentira
Assim como o dinheiro empregado na obra que não chegou às mãos da construtora, os materiais escolares prometidos por Tadeu Palácio não chegaram aos alunos da escola comunitária que foi retirada do terreno.

Paulo Sérgio Farias dos Santos, pedreiro, contou que Tadeu juntamente com Canindé fizeram a maior propaganda que entregaram carteiras e computadores, mas não receberam nem a metade. "Eram mais de 200 carteiras, só chegaram 75 e dos computadores não vimos nenhum", criticou.

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