A executiva nacional do PFL se reúne na terça-feira para decidir o destino dos seis deputados do partido acusados pela CPI dos Sanguessugas de envolvimento com o máfia das ambulâncias. Todos foram submetidos à comissão de ética do partido, que deve recomendar a cassação dos registros das candidaturas deles nas eleições de outubro.
Segundo apurou a Folha Online, o relator dos processos, o presidente do PFL jovem, João Roma Neto, ainda não teria tomado uma decisão sobre os denunciados, mas a tendência é que sugira a cassação dos registros.
Um indicativo de que a decisão do partido deve ser dura é que a maioria dos parlamentares do PFL denunciados já foi proibido de participar do programa eleitoral. É o caso da deputada Laura Carneiro (PFL-RJ). Desde a semana passada, ela já não aparece mais entre os candidatos do PFL no horário eleitoral gratuito.
Dirigentes do partido ouvidos pela Folha Online pediram reserva, mas afirmaram que é quase certo que quem foi denunciado pela CPI terá que rasgar os santinhos da campanha.
Os deputados do PFL investigados são: Almir Moura (RJ), Celcita Pinheiro (MT), Laura Carneiro (RJ) , César Bandeira (PFL-MA), Cleuber Carneiro (MG), Marcos de Jesus (PE) e Robério Nunes (PFL-BA). Com exceção dos dois últimos, os demais são candidatos à reeleição.