O esgoto que banha as ruas da Vila Brasil vem do São Bernardo. Pelo caminho que percorre, ficam os rastros de sujeira e destruição em calçadas e nas ruas com tanta umidade. Quando chove, a força da água impede até a passagem de pedestres e motoristas. Mas não adianta reclamar, Tadeu Palácio parece que não se importa com os problemas do lugar.
Carlos Alves Santana, pedreiro, cansou de reclamar para a Prefeitura, mas não recebeu nenhuma resposta. Ao redor da sua casa, na Rua do Norte e na Rua Josemar Pinheiro, a quantidade de água suja que jorra diariamente já está quase derrubando o muro da sua propriedade.
A cada chuva, sua porta fica entulhada de lixo que demora ser recolhido pela limpeza pública. O mato crescido, onde se escondem ratos e insetos, completa o cenário. Com tanta imundície próxima de sua casa, Carlos se sente prejudicado porque nenhum dos empreendimentos com lanches prosperou. "Quem vai se sentir a vontade comendo próximo a esse mau cheiro?", questionou.
Outro agravante foi a corrosão do asfalto. Para que a rua não ficasse intrafegável, Cícero Alves Pereira, mecânico, colocou entulho. "A camada de asfalto é fina e constantemente molhada por esse esgoto, não dava para resistir. Coloco entulho, mas nem dura muito tempo. Não faço mais nada porque já pago imposto tão alto e ainda tirar do meu bolso para arrumar rua é demais", resignou-se.