Mais de 1.400 candidaturas foram indeferidas em 23 TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) do país. No total, pelo menos 1.405 candidatos tiveram seus registros indeferidos. A data limite para julgamento nos TREs foi no dia 23. Todos podem recorrer da decisão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até hoje.
Dos 23 TREs consultados, o Estado que teve maior número de indeferimentos foi São Paulo, com 425 registros negados. Em Minas Gerais, foram indeferidas 122 candidaturas. Em seguida, vem Maranhão, com 109, Pernambuco, com 76, e Acre, com 73. Roraima e Paraíba tiveram o menor número de candidaturas indeferidas —11 e 10, respectivamente.
A Bahia registrou 65 indeferimentos, entre os quais, a candidatura ao governo de Tereza Cristina Serra (Prona) e sua vice, Rosa Virgínia Montalvão (Prona).
Osvaldo Pereira, candidato ao governo de Goiás pelo PSL, e Tito Livio Canton, do PV do Mato Grosso do Sul, tiveram seus registros barrados.
Alguns dos motivos que levaram ao indeferimento apresentados pelos TREs são: não-prestação de contas em campanhas anteriores, não ter a idade mínima exigida pela Constituição (21 anos), irregularidade na filiação ao partido e direitos políticos suspensos.Nove candidaturas ao Senado foram cassadas na Bahia (três), em Pernambuco, Goiás, Amapá, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná.
Além dos Estados citados, também foram ouvidos os tribunais de: Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro e Tocantins.
José Borba
A Justiça Eleitoral do Paraná cassou a candidatura do ex-deputado federal José Borba (PMDB-PR) à Câmara dos Deputados. Borba é acusado de receber R$ 2,1 milhões do valerioduto, no esquema dos mensaleiros. Ele renunciou ao mandato para escapar do processo de cassação por decoro parlamentar e garantir a candidatura deste ano.
O TRE acatou ontem à noite a impugnação apresentada pelo PMDB estadual, que tinha vetado o nome do ex-deputado na lista de candidatos do partido. Ele tinha registrado candidatura individual com base numa ação cautelar do líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Wilson Santiago (PB).
A Folha não conseguiu localizar o ex-deputado para saber se ele pretende recorrer.