COMPROMISSO
Depois do abandono a que o setor foi relegado
Nos três dias em que visitou as regiões do Médio Sertão, Munim e Baixo do Parnaíba, a senadora Roseana Sarney assegurou que caso seja eleita em 1º de outubro vai impulsionar a atividade turística no estado. Para a candidata ao governo da coligação “Maranhão – A Força do Povo”, o programa de turismo elaborado em seu governo foi abandonado e deixou de gerar mais emprego e renda para a população nos pólos turísticos.
“Deixaram de lado o Programa de Turismo. Foi por meio dele que possibilitou criarmos mais infra-estrutura em todo o estado. Em Barreirinhas, por exemplo, não foi só a estrada que construímos, trouxemos energia, saneamento básico, entre outras obras. Os Lençóis Maranhenses ficaram conhecidos no Brasil e em vários países do mundo”, explicou Roseana.
Segundo a senadora, o Plano de Desenvolvimento Integral do Turismo do Maranhão – Plano Maior, lançado em 2000, ocasionou uma proposta concreta de consolidação de uma política de turismo, atividade até então pouco expressiva no cenário econômico estadual. “Realizamos cursos de treinamentos nos pólos turísticos para que os moradores se qualificassem e recebessem melhor o turista, além de puderem ter mais uma alternativa de emprego no mercado de trabalho”.
Roseana Sarney enfatizou ainda a importância do setor no Maranhão na condição de atrair investimentos, visto que o estado tem grandes potencialidades turísticas. “Conheço bem o meu estado e assumo o compromisso com o povo que retornarei o projeto de turismo; na busca de mais qualidade com a finalidade de acelerar o crescimento no setor que muito ajuda também nas áreas de cultura e meio-ambiente”, destacou a candidata ao governo.
Ações Turísticas
Idealizado no governo de Roseana Sarney, o Plano Maior prevê ações de curto, médio e longo prazo, de atuação até 2010. No período 1995-1999, priorizou três eixos de atuação: infra-estrutura, marketing e treinamento. No programa de infra-estrutura, o governo definiu as obras necessárias e mais urgentes ao desenvolvimento do turismo, principalmente as facilitadoras de acesso e a revitalização do Centro Histórico de São Luís. O programa de marketing traçou as estratégias de divulgação do Maranhão como destino turístico e de relação com o mercado; e o de treinamento promoveu cursos de capacitação de mão-de-obra para o setor, objetivando assegurar um bom atendimento ao turista.
Para a implantação do Plano de Desenvolvimento Integral do Turismo foram selecionados, por meio de pesquisas de oferta, cinco pólos de desenvolvimento: Pólo da Floresta dos Guarás, integrado pelos municípios de Cururupu, Guimarães, Cedral, Porto Rico e Serrano do Maranhão, onde se destaca a grande área de manguezal; Pólo dos Lençóis, abrangendo os municípios de Barreirinhas, Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão e Morros. Nessa região, a atração principal é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, um dos mais raros fenômenos geológicos do mundo, um deserto cheio de lagoas de águas cristalinas formadas pelas chuvas intensas; Pólo do Delta das Américas, formado pelos municípios de Tutóia, Paulino Neves e Araióses, onde está o Delta do Rio Parnaíba, na divisa com o Piauí; Pólo de São Luís, constituído pela capital e pelos municípios de Alcântara, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar; Pólo das Chapadas das Mesas, compreendido pelos municípios de Carolina, Imperatriz, Riachão, Estreito e Balsas.
Posteriormente, já no início de 2002, foi lançada nova etapa do Plano Maior, com a criação do Pólo dos Lagos, integrado pelos municípios de Penalva, Cajari, Viana, Monção, Conceição do Lago-Açu, Pindaré-Mirim, Lago Verde, Vitória do Mearim e Matinha. A grande estratégia do plano para a Baixada Maranhense é seduzir os turistas com a tranqüilidade dos lagos e fazendas naturais da região, bem como despertar para o potencial de lazer com a prática de esportes náuticos.
A opção do Maranhão foi o de promover também o turismo cultural e ecológico. Além da riqueza de manifestações populares e artísticas e do charme de seu patrimônio arquitetônico, o Estado oferece a exuberância e a beleza de suas atrações naturais, graças à sua condição pré-amazônica, caracterizada por uma grande variedade de ecossistemas e uma rica biodiversidade.
Novos produtos turísticos
• Casa do Maranhão – um dos maiores prédios do Centro Histórico, esse valioso sobrado abrigou, no século XIX, a sede do antigo Tesouro Estadual e, durante muitas décadas, a Secretaria da Fazenda. Nos 3.275 metros quadrados da edificação, totalmente restaurada pelo Governo do Estado, o turista encontra informações completas sobre tudo o que o Maranhão oferece, compra artesanato, livros e CDs de autores e artistas locais, assiste a documentários sobre a história de São Luís e os principais pontos turísticos do Estado e visita exposições permanentes. Com equipamentos de multimídia de última geração, a Casa do Maranhão está entre um dos mais modernos centros do gênero no Brasil.
O local é de visita obrigatória tanto para os maranhenses interessados em conhecer melhor o seu Estado, como para turistas que buscam descobrir o Maranhão em toda sua riqueza de ritmos, cores e sabores diversos.
• Morada das Artes – concluído em janeiro de 2002, esse projeto transformou um conjunto de galpões do antigo porto de São Luís em apartamentos, conjugados com oficinas e ateliês, onde os artistas moram, trabalham, exibem e negociam suas obras;
• Mercado das Artes – projeto feito pelo Governo do Estado em parceria com o Sebrae, reuniu em um só local o melhor artesanato do Maranhão.
Pólo dos Lençóis
A maior atração é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, formado por mangues, restingas, dunas e lagoas de água doce e cristalina. Instituido em 1981, pelo Governo Federal, o parque tem 155 mil hectares de dunas de areias alvas, que se deslocam conforme a ação do vento que sopra do mar, mudando de forma e altura, sendo conhecido como o Deserto Brasileiro. No Governo Roseana Sarney, foi elaborado o Plano de Manejo, que definiu o uso suportável para esse tipo de ambiente.
A cidade de Barreirinhas é o portão de entrada para os Lençóis. As dificuldades de acesso foram superadas. O governo abriu e pavimentou uma estrada de São Luís a Barreirinhas, com projeto que utilizou as fotos de satélite contidas no Plano de Zoneamento Econômico-Ecológico, pois nesse traçado não havia sequer um caminho ligando a capital aos Lençóis (MA 402, com 94 km de extensão); pavimentou a MA 110, no trecho Rosário/Axixá; recuperou e ampliou a pista de pouso da cidade de Barreirinhas; ampliou o Sistema de Abastecimento de Água; implantou o Sistema de Esgotamento Sanitário da Cidade e elaborou projeto de urbanização da Beira-Rio naquele município.
Em 2002, o governo deu início às obras do Aeroporto de Barreirinhas, orçadas em R$ 9,5 milhões. Em todos os municípios que integram o Pólo dos Lençóis, Roseana Sarney implantou um programa de formação e treinamento de mão-de-obra específica para o turismo: além de Barreirinhas, com cerca de 600 profissionais treinados, Humberto de Campos (65 trabalhadores), Morros (125 trabalhadores), Primeira Cruz (40 trabalhadores) e Santo Amaro (40 trabalhadores) também receberam esse benefício. O projeto desse pólo turístico escolheu como público-alvo ecoturistas da Europa, especialmente da França, Alemanha e Portugal, do Cone Sul, com ênfase à Argentina, e do Brasil, com prioridade para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Energia Limpa
No governo de Roseana foi realizada, também, pesquisa de uso de energia limpa para a região e um projeto de educação ambiental, que começou com o I Encontro de Sensibilização de Lideranças para as Questões de Educação Ambiental, cujo público-alvo foram as autoridades municipais e instituições não-governamentais. Cursos e treinamento de mão-de-obra local, voltados às atividades turísticas da região, capacitaram cerca de 300 profissionais.
Em atenção ao fato de que as embarcações tradicionais são um ícone do turismo no Maranhão, o programa de estruturação de novos produtos turísticos prevê como uma das principais atrações do Pólo da Floresta dos Guarás o Circuito Ecoturístico em Embarcações Tradicionais, criação de um roteiro utilizando os barcos artesanais da região, bem como os estaleiros existentes nos canais.