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FIDELIDADE CANINA



Data de Publicação: 27 de agosto de 2006
 
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ÍndiceTexto AnteriorPróximo Texto

Cantador: Boca de Fogo

I
Em frente os que não se vendem
Abaixo a corrupção
Com a política do ódio
Dando espaço à opressão
Sob a ordem de um tirano
Movido pela traição

II
Tentando ganhar no grito
A força da nossa crença
Deu tudo a seus asseclas
E na maior conivência
Sangrou os cofres do Estado
Levando o povo à falência

III
A cada vez que o IBOPE
Nos mostra na dianteira
Eles tentam na TV
Tapar o sol com a peneira
Com aquele chororô
Durante a semana inteira

IV
Papagaio ensaiado
Que só decora besteira
Segura teu cala-boca
E entre na bandalheira
Veja o tamanho da fila
"Se tu não quer tem quem queira"

V
Plantaram uma semente
Que logo depois de nascer
Contaminou nosso chão
Se danando pra feder
E hoje com quatro anos
É o que eles têm pra colher

VI
Despencando em queda livre
O rei com suas finanças
Não foi por falta de aviso
Mas por pura ignorância
Quem semeia tempestade
Não pode colher bonança

VII
Quem te cerca, quem te usa
Te lambe e come todinho
Está tirando pra fora
Para te deixar sozinho
Cuidado com a tua roupa
Pra não acabar peladinho

VIII
Bem feito pra quem pensou
Ser um líder contumaz
E em seu curto reinado
A Xandra mandasse mais
Te enganando pela frente
E dando banana por trás

IX
Coloque a fuça pra cima
E deixe o lodo baixar
Quem sabe na encruzilhada
A gente possa te encontrar
E a mão que tu renegaste
Ainda venha te ajudar

X
Pior são os que te juram
Fidelidade canina
Rondando a presa de longe
Num instante se aproxima
Num vôo certo e rasante
Tipo ave de rapina

XI
Sem moral, sem compostura
Deram pra contar piada
Mostrando matérias velhas
Que não servem pra mais nada
Vê se inventa outra mais nova
Que essa é muito manjada

XII
Enquanto eles possessos
Vivem fazendo pirraça
Entre pétalas de flores
A nossa caravana passa
Em sintonia com Deus
E o povo que nos abraça

XIII
Estamos todos unidos
Com força e disposição
Cientes de que lutamos
Por uma justa razão
Contra essa grande alcatéia
Que assusta a população

XIV
Quanto mais sujo aparece
Eles ficam se afundando
Igual chumbo de redinha
Com a gente tarrafeando
Depois de lançada ao rio
Só volta à tona puxando

XV
Vida boa é a do vizinho
Que fica aí do teu lado
Com topete na cabeça
E o bumbum siliconado
Esperando mais dois anos
Pra sair bem arrumado

XVI
Pior vai ser pra você
Quando o poder acabar
Com a solidão e o remorso
Passando a te atormentar
Sem sonho, sem utopia
Com o demo em teu calcanhar


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