Por Regis Marques
Editoria de Esporte
MEDIOCRIDADE
Futebol maranhense no fundo do poço
A goleada sofrida pelo Maranhão Atlético Clube no último domingo para o fraco time do Ananindeua (PA), tem um responsável: o presidente da Federação Maranhense de Futebol, Alberto Ferreira, que gerencia de forma desastrada o futebol maranhense. O presidente da FMF obrigou o MAC a realizar três partidas em cinco dias. O resultado foi o que se viu: os dois principais jogadores do time atleticano, Paulo César e Carabina se contundiram e não puderam entrar em campo. O resto do time se arrastou dentro das quatro linhas do gramado, cansado sem um líder, mostrando que sem seu maestro, o meia Paulo César, o time das quatro cores é um time que se reduz a um amontoado de jogadores, alguns esforçados e outros que jamais poderiam vestir a camisa do Bode Gregório.
O Maranhão tinha tudo para deixar o Estádio Municipal "Nhozinho Santos" a um passo da classificação. O empate com o Ananindeua, em Belém, na semana passada, encheu a torcida de esperança, mas a bagunça em que Alberto Ferreira transformou nosso decadente futebol, não deixou que o MAC jogasse inteiro e pudesse atingir a próxima fase da competição.
Com a derrota, são remotas as chances de classificação. Ainda faltam dois jogos a serem cumpridos pelo MAC, e embora tenha a chance de se recuperar, os atleticanos pegam o Operário, que goleou a equipe de Parque Valério Monteiro por 5 a 2 e depois sai para fazer seu último jogo contra a Tuna, em Belém.
Obrigar o Maranhão jogar três vezes seguidas para dar continuidade a um campeonato medíocre, deficitário e marcado pela má gestão de Alberto Ferreira, que levou o futebol de nosso estado ao seu nível mais baixo de toda a sua história, é menosprezar os torcedores que ainda resistem, vão estádio, pagam ingresso para ver a verdadeira palhaçada que se viu no último domingo.
Culpa também cabe à diretoria do MAC, que aceita passivamente esses desatinos, sem protestar. O MAC é o clube mais organizado e de maior potencial de crescimento. Só precisa deixar de se sentir inferior ao Moto e ao Sampaio. Afinal, o MAC precisa deixar de ser o clube das serestas para se transformar, também, num time vencedor.