Denúncias são fruto de anomalias eleitorais, diz Sarney
MUGUETA
JPeta e Pedro Freire desmentidos
O senador José Sarney (PMDB-AP), repeliu com veemência as notícias plantadas em dois jornais locais vinculando-o com a máfia dos sanguessugas. Sarney disse que essa é mais uma trama abjeta para denegrir sua honra e vinculá-lo a criminosos que roubam o dinheiro público. "Não tive e não tenho nada a ver com essa máfia e não aceito que jornais financiados por um esquema de corrupção que se instalou no Maranhão venham manchar minha honra".
O ex-presidente disse que vai recorrer ao TRE para impedir que seus adversários continuem a praticar o jogo eleitoral de forma sórdida e suja. Indignado com a inclusão de seus nomes entre os políticos favorecidos pelo esquema desbaratado pela Polícia Federal, Sarney disse que não conhece Alessandro Vilas Boas, suposto intermediário do esquema no Amapá. Sarney contou que entrou em contato com o governador do Amapá Waldez Góes para pedir que o homem indicado como beneficiário do esquema fosse identificado e soube que não existe nenhum funcionário do Governo do Amapá com esse nome.
Sarney cobrou mais responsabilidade de seus adversários, lembrando que em todo período eleitoral tentam envolvê-lo em escândalos e que todas as vezes a trama é desmascarada. "Já fizeram outras tentativas de denegrir meu nome e o de minha família. Repudio mais esse ato covarde de atrelar meu nome a esquemas de desvio de dinheiro público", reagiu Sarney, para quem a divulgação de mentiras com teor claramente politiqueiro não pode ser aceita como um ato normal da disputa eleitoral, mas deve ser repudiada de forma veemente pela sociedade e pelos eleitores.
O ex-presidente disse que as informações divulgadas pelos dois jornais maranhenses visam tão-somente a agredi-lo de forma gratuita. "São anomalias eleitorais. Não há uma única informação séria sobre esse assunto. Nem um vínculo de meu nome com esse esquema. Não posso aceitar que meus detratores continuem a fazer esse jogo baseado nos seus próprios costumes de fazer política", disse o senador amapaense.
Mugueta
Ao jornal O Estado de São Paulo, em entrevista ontem, Sarney voltou a negar seu envolvimento com a máfia dos sanguessugas. Ainda ao tratar sobre o Congresso Nacional, ele negou estar sendo investigado por ter sido citado nas apurações do caso dos sanguessugas e afirmou que quer distância do assunto, assim como quem é da Amazônia não se aproxima de "mugueta" (planta amazônica). "A mugueta cheira a podridão e a gente não deve encostar nela", explicou.