Violência
Onda de ataques mata iraquianos
Ataques ontem deixaram cerca de 50 mortos no Iraque. Desde o último domingo (27), a onda de violência sectária e de rebeldes que lutam contra a ocupação do país tornaram-se mais sangrentas, deixando mais de 200 mortos em ataques e confrontos. Só ontem, 136 pessoas morreram no país.
Ontem, ao menos 24 pessoas morreram e 35 se feriram na explosão de uma bomba detonada dentro do popular mercado de Al Shurya, centro de Bagdá, por volta das 10h15 (3h15 de Brasília). Segundo fontes do Ministério do Interior, a força da explosão causou danos materiais.
Al Shurja é um dos maiores e principais mercados do Iraque, onde os atacadistas vendem comida, roupas e produtos para casa, em ruas e baias que formam um labirinto, normalmente lotado de comerciantes e consumidores.
Reino Unido
Juiz decreta prisão de prováveis terroristas
Um juiz britânico decretou ontem a prisão preventiva de três pessoas acusadas de estarem ligadas a um plano terrorista para derrubar aviões que voariam do Reino Unido com destino aos EUA.
Os três foram acusados de conspiração para homicídio e de planejarem “introduzir componentes de artefatos explosivos improvisados em um avião para montá-los e detoná-los a bordo”, entre 1º de janeiro e 10 de agosto de 2006.
Os representantes legais de Hussain solicitaram sua liberdade mediante o pagamento de fiança, mas o pedido foi negado, os outros dois não apresentaram reivindicações semelhantes.
Ontem expirou o prazo da polícia para manter detidos outros cinco supostos terroristas.
Sanções
Vence hoje ultimato da ONU ao Irã
O Conselho de Segurança (CS) da ONU (Organização das Nações Unidas) deve esperar até a metade do próximo mês para impor sanções ao Irã, caso Teerã responda negativamente ao pedido da organização para interromper o enriquecimento de urânio [processo que pode tanto produzir combustível para usinas de energia quanto material bélico].
O prazo dado pela ONU para que o Irã dê sua resposta definitiva termina hoje.
Até agora, todos os sinais do governo iraniano indicam que o país não interromperá suas atividades nucleares, nem em troca de ajuda internacional para a produção de energia. Teerã afirma que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos, e se nega a interrompê-los. Os EUA acusam o Irã de usar seu programa para desenvolver uma bomba atômica.
Trabalho
Brasileiros invadem Nova Orleans
Brasileiros que moram nos Estados Unidos estão migrando para o sul do país para trabalhar na reconstrução de Nova Orleans.
Aberto há três anos, o Consulado Honorário do Brasil no Estado da Louisiana, em Nova Orleans, informou que, antes do Katrina, costumava receber apenas quatro telefonemas de brasileiros por semana pedindo informações a respeito de condições de trabalho na cidade.
Atualmente, o consulado recebe entre oito e dez ligações por dia.
“Eu recebi mais telefonemas de cidadãos brasileiros todos os dias desde janeiro e fevereiro do que durante todos os três anos anteriores em que fui o cônsul-honorário”, disse o cônsul-honorário do Brasil na cidade, o americano David Schulingkamp.
A comunidade brasileira na cidade se resumia a algumas centenas antes do Katrina. Schulingkamp afirma que não há como saber exatamente quantos vivem na cidade atualmente, mas que eles podem ser “vários milhares”.