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Senadores trocam graves acusações no plenário



Data de Publicação: 4 de agosto de 2006
 
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Oposição e governo trocaram farpas, ontem (3), no plenário do Senado. O bate-boca começou com uma discussão da líder do PT, Ideli Salvatti (SC), e o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC).

Aos poucos, aliados dos dois políticos foram convocados para reforçar a defesa de cada um dos lados.

A líder do PT contestava denúncia de Bornhausen, que ontem acusou o programa "Voz do Brasil" de censurar seu discurso com críticas ao presidente Lula. "Não sei como alguém que foi biônico e ministro da ditadura militar pode fazer críticas a censura", afirmou a senadora.

Bornhausen entrava no plenário no momento em que foi citado e pediu a palavra surpreendendo a senadora. "A senhora não esperava que eu estivesse aqui porque é do seu perfil falar pelas costas", rebateu. No final do pronunciamento, o senador disse que não iria responder às acusações da senadora porque ela não merecia.

Aos gritos, Ideli tentou retomar a palavra, mas foi impedida pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) que presidia a sessão. "Vossa excelência se cale. A senhora não tem autoridade política nem moral para dizer o que a presidência tem que fazer", respondeu Dias.

Instigado pela senadora Ideli Salvatti, o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), entrou no debate.

O contra-ataque veio dos senadores Heráclito Fortes (PFL-PI) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Os dois responderam às acusações da senadora de que a venda da Vale do Rio Doce se revelou num "prejuízo de lesa pátria", pois o lucro anunciado pela empresa no semestre foi maior do que o valor pelo qual ela foi vendida no governo Fernando Henrique Cardoso.

"A Vale do Rio Doce está produzindo hoje, imagine se estivesse nas mãos do PT e dos sanguessugas aonde estaria? Acabaria como um prato cheio de corrupção para esse governo", disse Heráclito. "O que dá pena é ver as estatais em mãos de gente tão corrupta", complementou Tasso Jereissati.

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