Israel
Hizbollah ameaça Tel Aviv
O clima entre o grupo terrorista libanês Hizbollah e as forças de defesa de Israel, que travam batalha armada há 22 dias, tornou-se mais tenso nesta semana, com ameaças dos dois lados.
Israel disse ontem que seus ataques ao Líbano serão estendidos até o próximo dia 12, e quer ampliar a invasão ao território libanês. Ontem, o Hizbollah condicionou um possível cessar-fogo à retirada de Israel do território libanês, e ameaçou lançar foguetes contra a cidade de Tel Aviv -que fica a cerca de 130 km da fronteira.
“Vocês [israelenses] atacam nossas cidades, vilarejos, infra-estrutura e a capital [Beirute]. Nós vamos reagir. Lançaremos foguetes contra Tel Aviv, e temos capacidade para isto”, disse em comunicado o líder do Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, acrescentando que seu grupo interromperia os ataques ao norte de Israel se as forças israelenses pararem os bombardeios às áreas em que vivem civis libaneses.
Do lado israelense, o ministro da Defesa Amir Peretz fez coro ao discurso linha-dura, e autorizou o Exército a tomar o controle de regiões no sul do Líbano até o rio Litani [que fica a 30 km da fronteira e é o principal provedor de água para aquela região].
Bombardeio
ONG acusa Israel de crimes de guerra
A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) afirmou em um relatório publicado ontem que o Exército de Israel aparentemente bombardeou deliberadamente civis libaneses e que alguns de seus ataques seriam crimes de guerra.
Segundo a HRW a afirmação de Israel de que membros do grupo terrorista Hizbollah se escondam entre civis libaneses não justifica a “falha sistemática” para distinguir entre combatentes e civis.
“Em algumas ocasiões, as forças israelenses parece haver deliberadamente atacado civis”, afirma a declaração da organização.
“As falhas não podem ser consideradas meros acidentes e não se podem culpar práticas equivocadas do Hizbollah. Em alguns casos, esses ataques constituem crimes de guerra”, acrescenta o documento.
França
Calor mata 112 pessoas
A onda de calor matou 112 pessoas na França nas últimas quatro semanas, informou ontem o Instituto de Vigilância Sanitária através de um comunicado. As temperaturas chegaram a até 40ºC.
Dos mortos, 66 eram idosos de pelo menos 75 anos, enquanto outros 26 tinham menos de 75 anos, mas sofriam de diferentes doenças, como diabetes, obesidade ou câncer.
Além disso, desde o início da onda de calor, em 7 de julho, 12 pessoas morreram no local de trabalho, quatro enquanto praticavam esportes, três que não tinham domicílio fixo e uma criança de 15 meses.
A nota do instituto afirma que a onda de calor terminou anteontem e teve seu ponto mais intenso entre 25 e 26 de julho, quando 56 departamentos de 14 regiões da França foram colocados em alerta.
Onu
880 mil deslocados pela guerra no Líbano
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) estima que 880 mil pessoas já foram deslocadas de suas casas devido ao conflito no Líbano.
"Um em cada quatro libaneseses está deslocado ou refugiado no exterior", afirmou o responsável pelo escritório do Acnur no Brasil, Luis Varese. No sul do país, onde os ataques israelenses foram mais intensos, a agência estima que 70% da população tenha deixado a região.
O Alto Comitê de Assistência do governo libanês estima que 550 mil pessoas estão com familiares, enquanto 130 mil em abrigos de refugiados e outros 200 mil estão na Síria.