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Sistema Mirante é escolhido para gerar programas eleitorais na Rádio e TV



Data de Publicação: 5 de agosto de 2006
 
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Por Marcelo Vieira
Editoria de Política


CREDIBILIDADE

Emissora vai para sua oitava eleição



A Comissão de Juízes Auxiliares formada pelo Des. Mário Lima Reis, Des. Roberto Veloso e o Dr. José de Ribamar Cardoso Filho escolheu na manhã de ontem a emissora responsável pela geração dos programas eleitorais gratuitos no Rádio e na Televisão. Os critérios usados para a escolha da emissora na geração de imagem e radiodifusão foram as condições técnicas, tanto de equipamentos como de material humano. A emissora escolhida mais uma vez foi o Sistema Mirante de Comunicação, que será a geradora para TV e Rádio.

A escolha aconteceu no auditório do 5º andar do prédio anexo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA). Estiveram presentes representantes das emissoras da Rádio Capital, Timbira, Educadora e Mirante AM; das emissoras de televisão, TV Difusora, TVE e Sistema Mirante de Comunicação. As emissoras de Rádio e TV, com exceção do Sistema Mirante, declararam por escrito aos desembargadores que não apresentavam, no momento, condições técnicas nem de equipamentos nem de pessoal, para serem geradoras dos programas eleitorais.

Segundo a representante da TV Educadora, "a emissora atendeu ao pedido dos desembargadores de informar as condições de funcionamento da emissora para a realização desse serviço e foi o que fizemos. Tanto a TV como a Rádio não têm condições para ser geradora, nos faltam equipamentos e pessoal para atender um volume de trabalho desse porte, não podíamos ser omissos e muito menos mentir informando o contrário. Isso colocaria em risco a programação dos partidos e toda a eleição", afirmou a representante da TVE. Já a responsável pela Rádio Capital informou que teria condições de ser "cabeça de rede", mas disse que não queria essa missão: "Não temos pessoal suficiente para realizar esse trabalho e muito menos recursos; teríamos que contratar mais profissionais o que seria inviável. Isso aí é só dor de cabeça e problema, não queremos", declarou a representante.

Habilitada
O diretor de jornalismo da Mirante, Rômulo Barbosa, apresentou aos desembargadores o relatório com todas as especificações técnicas exigidas pela Anatel. O Sistema Mirante é escolhido para ser gerador (cabeça de rede) desde 1992. Com a escolha deste ano, a Mirante vai para sua 8ª eleição seguida como cabeça de rede. O diretor de jornalismo da TV difusora, Kim Lopes, afirmou que a Mirante é a mais indicada para realizar o trabalho. "A Mirante possui os melhores equipamentos é a que tem a maior cobertura abrangendo o maior número de municípios; é, sem dúvida, a melhor opção para o bem dos próprios partidos que terão garantias de um trabalho de qualidade", disse Kim Lopes. Rômulo Barbosa disse ainda que o sinal da TV Mirante chega a 95 por cento do estado e que conta com toda a estrutura necessária. "Nós nos colocamos à disposição para prestar os nossos serviços e mais uma vez contribuir para o bom andamento dessas eleições", salientou.

Rômulo Barbosa
O diretor de jornalismo da Mirante foi alvo de ataques dos marketeiros, candidatos e advogados de partidos durante toda a reunião. A estratégia era tentar desconstruir a imagem da Mirante colocando em dúvida sua idoneidade. O advogado Rodrigo Lago liderou as investidas contra a emissora que não surtiram efeito. Rômulo Barbosa disse que as acusações eram injustas e sem fundamento.

"Estamos sendo responsáveis pela geração das imagens desde 1992 e nunca, até hoje, fomos advertidos pela Justiça Eleitoral nem mesmo verbalmente e nem pelos partidos, temos toda a credibilidade e trabalhamos com total isenção."

Ônus
Segundo Rômulo Barbosa, ser geradora das imagens não traz nenhum bônus para a emissora, pelo contrário, apenas ônus. A emissora tem seu trabalho dobrado, os gastos aumentam e temos que cumprir com uma série de recomendações e de exigências para não termos problemas com a Justiça Eleitoral. "Diferente do que muitos pensam, tudo isso só rende trabalho. Todos os gastos da emissora são arcados por ela mesma, nenhuma despesa é ressarcida. Outro risco aceito pela Mirante são as punições previstas por Lei em caso de irregularidades, onde poderão ser aplicadas multas que vão de R$ 20 mil a R$ 106 mil até a suspensão da programação, deixando a emissora fora do ar por 24h. Diante disso, a Mirante não pode ter sua conduta questionada. O passado deixa isso bem claro", afirmou.

Não deu certo
Um grupo de marketeiros da Pública, responsável pela campanha eleitoral dos candidatos ao governo do PSB e do PSDB, acompanhados do advogado Rodrigo Lago - filho do candidato ao Governo do Estado, o tucano Aderson Lago - tentou tumultuar o bom andamento da reunião. Durante todo o encontro, tentaram colocar em dúvida a credibilidade do Sistema Mirante de Comunicação. O advogado Rodriguinho Lago se empenhou para mostrar serviço, argumentou com os desembargadores para que outra emissora fosse "cabeça de rede" e não a Mirante, alegando motivos políticos para isso.

Um dos desembargadores foi taxativo "vocês estão muito bem de debate político, mas aqui o que importa para nós são as condições técnicas da emissora, e quem apresentou essas condições foi a Mirante". Depois dessa, o advogadinho (por ser ele novinho) não deu mais uma palavra. Já os marketeiros da Pública ou da iniciativa privada não se conformaram com a escolha da emissora e ficaram irritadíssimos: um deles, o Antônio Melo, perdeu a compostura e foi chamado de beligerante; o outro, o baratão gaúcho, fez até interpretação na frente dos desembargadores bateu na mesa onde estavam os desembargadores simulando bater numa porta de uma rádio comunitária. Os marketeiros juntamente com o advogado Rodrigo Lago estavam brigando para ser outra emissora a geradora quando nem mesmo elas queriam. Não deu para entender essa.

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