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Em seu maior ato no Nordeste, Alckmin vê divisão de aliados



Data de Publicação: 6 de agosto de 2006
 
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Em seu maior ato no Nordeste, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) apresentou ontem seu programa de governo para a região cercado por adversários políticos regionais e lideranças que ainda resistem em aderir à sua campanha.

No evento, realizado em Recife (PE), Alckmin lançou o documento intitulado "Novo Nordeste", uma cartilha de 50 páginas que reúne suas propostas para alavancar o desenvolvimento da região. Na prática, Alckmin chegou a afirmar "que os projetos não são diferentes de todos os que foram apresentados", mas que a idéia é "tirar do papel aquilo que o governo só fez propaganda".

O eixo do texto é a recriação da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), extinta em 2001 por denúncias de desvio de recursos.

A primeira manifestação pública das divergências regionais entre tucanos e pefelistas foi feita pelo ex-governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), escalado de última hora pelo comando da campanha tucana para abrir o evento.

Chamado para fazer um apelo por união em torno da campanha, Jarbas foi direto: "Quero ter a ousadia de dizer, sobre essas coisas que saem na imprensa, que não colou na campanha, quero dizer que mesmo quem não queira entrar vai entrar, quem não chegou por aqui hoje vai chegar amanhã".

Minutos antes, o peemedebista comentou sobre a dificuldade da campanha tucana em decolar no Nordeste. "O senhor vive uma situação de desconforto aqui, mas quem vai resolver isso não é uma pessoa só", disse, citando na seqüência, nominalmente, políticos apontados como relutantes em apoiar Alckmin, como os governadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e João Alves (PFL-SE).

No final do evento, Cássio reagiu: "Tenho aliados que votam no PT, é natural que pessoas escolham para presidente quem quiser, o voto não é vinculado, é tolice pensar de outra forma", disse ele, que reclamou da falta de material de campanha. "Há três semanas peço material, mas não tem. Em Pernambuco veio [material], porque ele [Alckmin] veio."

Estrela do evento, o ex-presidente Itamar Franco também criticou a falta de apoio dos governadores da região. "Uma hora eles vão ter que aderir, ou lá, ou cá. Podem ficar escondendo a face, mas uma hora vão ter de falar", disse. Questionado sucessivas vezes sobre a falta de apoio, Alckmin esquivou-se e disse acreditar "que a campanha ainda está fria".

Para o governador da Bahia, Paulo Souto (PFL), "toda vez que um candidato está em desvantagem, surgem críticas desse tipo".

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