Depois de propor uma Assembléia Constituinte exclusiva para discutir a reforma política, o governo mudou o discurso e agora defende a aprovação da matéria por qualquer meio. O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) disse ontem que para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não importa a forma como a reforma será votada, mas que ela seja aprovada.
"O instrumento para nós é secundário. Se [a reforma política] será [aprovada] através de uma mini-Constituinte ou do próprio Congresso não é relevante. O relevante é que a reforma seja feita e institua regras como a fidelidade partidária e o financiamento público de campanha", disse Genro.
O comentário do ministro foi uma resposta à decisão do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que rejeitou ontem a proposta de convocação de uma Assembléia Constituinte para discutir a reforma política. Para a OAB, a medida só seria apropriada em caso de ruptura institucional, "o que não é o caso". Partidos de oposição também condenaram a idéia.