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MUNDO



Data de Publicação: 8 de agosto de 2006
 
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Israel
Ataque não matou 40 pessoas


O premiê libanês, Fouad Siniora, corrigiu publicamente ontem, informação de que um ataque de Israel ao vilarejo libanês de Houla tinha deixado 40 mortos. Na verdade, houve apenas uma morte.

“Agora sabemos que morreu apenas uma pessoa. Pensávamos que todos tivessem morrido quando a construção desabou. Graças a Deus se salvaram”, disse Siniora a lideranças árabes reunidas em Beirute.

Após o ataque de Israel àquela região, equipes de resgate conseguiram retirar 65 pessoas com vida sob os escombros.

Declarações precipitadas de ambos os governos, Líbano e Israel, têm causado informações desencontradas e controversas. Em outras ocasiões, o total de vítimas de ataques também foi reduzido. Na última sexta-feira (4), após ataques do Hizbollah, Israel informara a morte de nove soldados e quatro civis. Mais tarde, o total foi reduzido para três soldados e três civis.

ONU
Israelenses violam leis internacionais


O coordenador humanitário da ONU (Organização das Nações Unidas) no Líbano, David Shearer, advertiu ontem que os ataques israelenses contra a infra-estrutura civil libanesa e contra comboios de distribuição de ajuda humanitária violam leis internacionais.

Em comunicado, Shearer fez um apelo para que acabem os ataques israelenses contra o Líbano e sejam interrompidas as ações que impedem a distribuição de ajuda a milhares de desabrigados pelo conflito.

“Transformar civis e infra-estruturas sociais em alvo das ofensivas é algo que viola leis internacionais”, disse. Os bombardeios, segundo comentou, suspenderam o tráfego por estradas vitais de abastecimento entre o norte e o sul do Líbano.

Líbano
15 mil soldados na região sul


O governo do Líbano, que inclui dois ministros do Hizbollah, decidiu ontem enviar 15 mil soldados para o sul do país assim que as tropas de Israel se retirem da região.

O Exército libanês já havia convocado ontem reservistas antes do anúncio oficial do plano de enviar militares para a principal região do conflito.

A medida, que já havia sendo exigida pela comunidade internacional, foi divulgada pelo ministro de Informação, Ghazi Aridi, após uma reunião extraordinária do gabinete ministerial.

“O governo dá ênfase à sua disposição de enviar uma força do Exército libanês com 15 mil homens que estarão de prontidão assim que as forças invasoras israelenses se retirarem para trás da linha azul [delimitada pela ONU para confirmar a retirada israelense em 2000]”, informou o gabinete no comunicado lido por Aridi.

Manifesto
Momento de transição


Mais de 400 intelectuais de todo o mundo assinaram o manifesto “A soberania de Cuba deve ser respeitada”, no qual condenam a política dos Estados Unidos para Cuba e pedem que Washington respeite a soberania da ilha.

“Exigimos que o governo dos Estados Unidos respeite a soberania de Cuba. Devemos impedir a todo custo uma nova agressão”, afirma o manifesto dos intelectuais, apresentado hoje em Havana.

O texto denuncia que, após a passagem provisória do poder do líder cubano, Fidel Castro, 79, para seu irmão Raúl, 75 - anunciada em 31 de julho - altos funcionários americanos disseram que chegou o momento de uma transição em Cuba.

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