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Acadêmico de Direito da UFMA é executado com tiro na cabeça



Data de Publicação: 8 de agosto de 2006
 
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RIXA

Jovem pode ter sido vítima de vingança


Com um tiro a queima-roupa, na parte de trás da cabeça, morreu nas primeiras horas da manhã de ontem, em uma parada de ônibus na Avenida dos Portugueses - precisamente em frente à Unidade Mista da Itaqui/Bacanga - o jovem Buclin Felix da Silva, 21, que residia na Rua Nossa Senhora da Libertação, nº 1, na Vila Isabel.

De acordo com as primeiras informações da irmã da vítima, Rosângela Felix da Silva, há tempos, a vítima se desentendeu com um jovem, que ela não soube dizer o nome e, naquela oportunidade, Buclin teria agredido essa pessoa a pedradas, que teria jurado vingança ao irmão. Na manhã do crime, a vítima, que seria acadêmica do curso de Direito da Universidade Federal do Maranhão e trabalhava como estagiário em uma empresa que presta serviço à Caema, saiu cedo de casa.

Ele se dirigiu à parada onde, segundo testemunhas, um homem chegou e passou a conversar com Buclin. Depois de algum tempo de conversa, sem qualquer discussão, sacou da arma, encostou o cano na cabeça do jovem, desferiu um único disparo e saiu caminhando como se nada estivesse acontecido.

A vítima teve morte imediata, logo em seguida, uma imensa multidão tomou conta do local. Familiares estavam atônitos, sem saber o que tinha acontecido. No início da tarde, um jovem, que não teve a identidade revelada, prestou um longo depoimento para delegada Regina Barros. Ele seria suspeito, em razão de um desentendimento que teve com a vítima há dois anos.

"Naquela oportunidade, Buclin teria dado uma pedrada no joelho do suspeito, obrigando-o a ser submetido a uma cirurgia, o que deixou impossibilitado de trabalhar por mais de um ano, sendo indenizado em seguida pelos familiares de Buclin", disse a delegada, que preferiu não revelar o nome, mesmo reconhecendo que ele seria um dos principais suspeitos.

"Ele é suspeito sim, mas como não temos indícios suficientes, testemunhas oculares, decidimos colocá-lo em liberdade. Continuaremos trabalhando para conseguir chegar ao acusado", finalizou a delegada.

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