"O Governo do Estado desativou 22 viaturas do Centro Integrado de Operações Policiais, interligadas ao AVL - sistema de localização via satélite - alegando não ter como bancar a conta mensal", disse a atual diretora do órgão, a delegada Rizza Cristiano, ontem pela manhã, durante a reunião no auditório da Secretaria de Segurança Pública, no qual representantes dos Sindicatos dos Rodoviários e Empresas de Transportes de São Luís e a cúpula da segurança discutiam a questão da segurança nos sistemas de transportes coletivos de São Luís.
Segundo a delegada, o sistema entrou em operação em 2004, mas, no ano seguinte, foi desativado, porque a Secretaria de Segurança Pública não tinha condições de manter as 22 viaturas das Polícias Militar e Civil e alegou ainda que a manutenção do material era alto para os cofres do Estado, pois cada viatura era paga.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Rodrigues da Silva, declara que a falta de segurança nos coletivos é grande e que os cobradores e motoristas são os principais alvos. O comandante geral da Polícia Militar, cel Filho, afirmou que a Polícia Militar estava fazendo toda a parte preventiva e que diversas operações são realizadas no sentido de coibir os assaltos a ônibus, postos de gasolina e farmácias, principais alvos dos assaltantes. Ressaltou que as operações serão intensificadas e, se não surtirem efeito, outros tipos de ações serão implantadas.
No próximo dia 12 de setembro, haverá uma nova reunião para avaliar as operações e outras formas de combater a criminalidade nos coletivos de São Luís. Devido essas ações, os motoristas e cobradores não vão suspender as atividades no período da noite.
Segundo relatório distribuído pelo Sindicato dos Rodoviários, o número de assaltos caiu de 11 por dia para 5, com relação ao ano passado. No demonstrativo, 48% dos assaltos ocorridos acontecem entre as 19h e 21h.