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Líderes de pesquisas dominam as doações



Data de Publicação: 9 de agosto de 2006
 
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Não importa o partido, a orientação ideológica e muito menos as propostas: os candidatos favoritos em pesquisas são de longe os mais beneficiados por doações de recursos para as campanhas. Comprovando que os doadores procuram quem tem mais chances de vencer, os números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral sobre as disputas nos Estados têm os favoritos como mais "ricos".

O campeão entre os candidatos a governador, José Serra (PSDB), de São Paulo, arrecadou 3,633 milhões para a campanha até hoje - quase o triplo do candidato do partido à Presidência, Geraldo Alckmin, que conseguiu só 1,3 milhão. Conforme as pesquisas, Serra venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje, e Alckmin perderia também no primeiro turno para o presidente Lula.

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), reuniu 2,46 milhões de reais até agora, quase o dobro do que Alckmin. Aécio tem cerca de 70% nas pesquisas. No Rio, Sérgio Cabral (PMDB), também líder disparado, teve 2,11 milhões em doações, contra os concorrentes Marcelo Crivella (PRB), com 80.000 reais, Denise Frossard (PPS), 511.000, e Vladimir Palmeira (PT), com 170.000.

Outros exemplos são registrados na Bahia - onde o favorito Paulo Souto (PFL) arrecadou 1,88 milhão de rais contra 265.000 de Jaques Wagner (PT) - no Mato Grosso do Sul - o favorito André Puccinelli já declarou 1,4 milhão contra apenas 5.000 de Serys Slhessarenko (PT) e no Maranhão - Roseana Sarney (PFL), líder de todas as pesquisas feitas até agora, arrecadou 1,926 milhão.

Divisão
Em contraste com esses cenários, os estados onde a corrida é mais apertada têm campanhas com doações mais parecidas - ou seja, quando não há um favorito disparado, as contribuições se dividem. Esse é o caso do Rio Grande do Sul, onde Germano Rigotto (PMDB) declarou ter arrecadado 314.000 reais e Olívio Dutra (PT) declarou 237.000 reais. Nas pesquisas, há um empate.

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