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Trama ameaçada



Data de Publicação: 1 de setembro de 2006
 
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A firme e contínua fiscalização de Veja Agora sobre a nova tentativa do governador José Reinaldo de financiar as campanhas eleitorais de seus aliados provocou, ontem, um estrago no esquema das cartas-convite que pretende destinar mais de R$ 40 milhões para prefeitos aliados do governador.

O brilhante trabalho que vem sendo realizado pelo chefe da Editoria de Política, Gilberto Léda e o repórter fotográfico Nestor Bezerra - baseado na estrutura disponibilizada por uma equipe de advogados e engenheiros de alto coturno -, está colocando em polvorosa a turma do secretário Ney Belo, seu chefe de gabinete, identificado como Otávio, e o presidente da Comissão Setorial de Licitação, Alexandra Rosa de Carvalho.

Com a divulgação da montagem do esquema, outras empresas puderam participar das licitações, que José Reinaldo e sua equipe queriam direcionar para empresas indicadas por deputados, prefeitos e todos os seus aliados.

Na quinta-feira, num lance desesperado, o chefe de gabinete de Ney Belo tentou impedir, no grito, que o representante de uma empresa que não participa do esquema do governador pudesse participar de uma licitação. Confrontado com a possibilidade de se ver às voltas com a Justiça, depois da tentativa de intimidação, o preposto de José Reinaldo voltou atrás e permitiu que o concorrente participasse do processo licitatório.

Ontem, depois de ver o esquema começar a ruir, já que todas as cartas-convite abertas eram vencidas por empresas alheias à maracutaia, José Reinaldo determinou a suspensão da abertura das propostas.

A fiscalização de Veja Agora vem surtindo efeito no combate à corrupção da administração de José Reinaldo. Não fossem as denúncias aqui feitas, estaríamos marchando para um caos que tantos danos trariam ao Maranhão que seria impossível à futura governadora administrar o estado. Casos como a compra superfaturada de livros pela Secretaria de Educação, que desviou R$ 20 milhões dos cofres públicos; as licitações para os festejos de carnaval e do São João, manipuladas pelo secretário Francisco Padilha, sob orientação do governador; a compra também superfaturada de 500 computadores para a mesma Educação; ao desvio de recursos para fundações picaretas, formadas por secretários não menos picaretas; o desvio de centenas de milhões de reais da área da saúde para fundações fantasmas e associações pilantrópicas e, agora, as denúncias sobre o esquema de carta-convite não conseguiram de todo refrear a sanha criminosa do governador de sangrar os cofres públicos, mas levaram ao conhecimento do povo do Maranhão a verdadeira face de sua administração.

Continuaremos em estado de alerta. Nossa fiscalização sobre os desatinos financeiros de José Reinaldo continuará até o último dia de sua triste passagem pelo comando administrativo do Maranhão. Não recuaremos um milímetro na nossa determinação de defender os interesses do Maranhão e provar de forma inequívoca e definitiva, que no Maranhão foi implantado não um estado de desenvolvimento, mas uma asquerosa quadrilha que tem como objetivo único saquear os cofres no bravo povo do Maranhão.

Não nos move nenhum interesse subalterno. O nosso papel, como porta-vozes da gente humilde do estado, é o da intransigente defesa do seu patrimônio, para que cada vez mais brasileiros do Maranhão possam viver num estado digno e dirigido por gente séria e competente.

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