Opostos
Cariocas em momentos diferentes
Botafogo e Flamengo se enfrentam hoje, às 18h10, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, vivendo momentos distintos na competição e apostando em seus atacantes para buscarem a vitória. Será o clássico de número 200 entre as duas equipes no estádio.
No Alvinegro, Reinaldo fez cinco gols nas últimas quatro partidas e vive a melhor fase de sua carreira. Já Luizão volta a jogar com a camisa rubro-negra e tenta quebrar o jejum de gols. Ele não balança a rede desde o dia 19 de julho, na vitória de 2 a 0 sobre o Vasco, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil.
O Botafogo terá desfalques dentro e fora do campo. Zé Roberto, Joílson e Diguinho estão entregues ao departamento e médico e Lima ainda passará por exames para saber se tem condição de jogo. O técnico Cuca não ficará no banco de reservas por ter sido suspenso 60 dias pelo STJD depois de invadir o campo na partida contra o Corinthians.
- Confio em todos os jogadores do meu elenco e problemas acontecem com todos os times. Meu irmão vai ficar no banco de reservas no meu lugar e também confio no seu trabalho. Estamos conversando sempre para dar tudo certo - afirma Cuca.
No Flamengo, depois de uma semana tensa, com reclamações públicas do goleiro Diego, barrado por Franco, e demonstrações explícitas de que o grupo se divide entre pratas da casa e 'estrangeiros', o Flamengo teve uma boa notícia, que pode significar o grande impulso para uma volta por cima no jogo.
Depois de quatro meses sem condições totais, Luizão treinou sem sentir dores na sexta-feira, e é a grande esperança da torcida para o time marcar gols e vencer o clássico. E o atacante captou o espírito de ansiedade que cerca o Rubro-negro.
- Temos que ganhar esse jogo de qualquer maneira. Vou confiante porque qualquer clássico é muito bom de se jogar. Sei de minha importância para o grupo, e sei também que é difícil mas não é impossível vencer. Se você analisar friamente, não há nenhum time assim tão melhor do que o Flamengo - esbanja otimismo Luizão.
Apesar da postura confiante, o atacante faz um alerta aos companheiros e, principalmente, aos torcedores que acham que sua recuperação física trará automaticamente a vitória ao Flamengo.
- Não sou só eu que tenho obrigação de fazer gols. O time é composto de 11 jogadores, e todos têm que estar com o mesmo foco e a mesma força.