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VARIEDADES - MACACOS ME MORDAM! CHEGARAM OS ANTICRISTOS



Data de Publicação: 10 de setembro de 2006
 
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Cantador: Boca de Fogo

I
Me ofereceram uma penca
De bananas na bandeja
Valei-me nossa senhora
Bendito louvado seja
A mão que afaga e consola
É a mesma mão que apedreja

II
Por haver sido traído
E depois surrupiado
Prefiro sonhar com os lírios
Que embelezam o nosso prado
Do que ficar com os joios
Que poluem o nosso Estado

III
Despertai-vos maranhenses
Que a aurora já vem raiando
Mostrando o norte da águas
E este nos indicando
Que com a força do povo
Vamos chegar ao comando

IV
Pior mesmo é aquele doido
Que crer na rapaziada
Sem ter a mínima noção
Do tamanho da porrada
Que vai levar pela frente
Com sua rima quebrada

V
O chato é ter que aturar
Certos caducos mentindo
Em tom de melancolia
De quem está se despedindo
Sabendo que vão pro espaço
Mas continuam latindo

VI
É a choradeira final
Chegando ao fundo do poço
Num adeus sentimental
Causando um certo alvoroço
Com os últimos lambe-lambes
Se despedindo do osso

VII
Desse rol de traiçoeiros
Tudo se pode esperar
Na mansão de um dos chefões
É difícil de acreditar
Tem gatos de todo tipo
Se escondendo da CEMAR

VIII
E no pátio do palácio
Podemos observar
Que além daqueles felinos
Que os leões dão de mamar
Tem uns cachorros banguelas
Que mordem e tornam a soprar

IX
Despertai, oh! Juventude
Que há cheiro de picardia
Vejam o que eles tão fazendo
Com o nosso Marafolia
É a lei da perseguição
Onde reina a hipocrisia

X
Eis aí o anticristo
Dizendo para que veio
Protestando contra o belo
E por trás fazendo feio
Basta vê como eles agem
Quando se apossam do alheio

XI
Já não bastam seu repúdio
Contra o Vale Festejar
E as falsas cartas-convite
Que fizeram circular
Sobre os eventos juninos
De maneira irregular

XII
Três bodes expiatórios
Berrando pedindo mais
Um grupo de apaniguados
Servindo de leva-e-traz
E o rei todo enrolado
Não sabe mais o que faz

XIII
Eles todos se parecem
No bando e na bandalheira
Nos avanços faz-de-conta
Nas tramóias verdadeiras
Na arte de montar farsa
Para esconder a sujeira

XIV
Como também se merecem
Juntos na mesma função
Nos esquemas fraudulentos
Com o aval do patrão
Para ser executado
Na hora do mete-a-mão

XV
Depois de tanto implicarem
Com a nossa nação boieira
Agora é o Marafolia
Parece até brincadeira
"Com pouco" nem sabiá
Pode cantar na palmeira

XVI
Vão se catar no poleiro
E se lavar na maré
Se de novo nos mexerem
Eu vou dizer pro migué
Mandar vocês pra juquira
Debaixo de pontapé.

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