Conselho
Empresário alega problema de saúde
O empresário Darci Vedoin, sócio da empresa Planam, comunicou ontem ao Conselho de Ética do Senado que não vai comparecer à acareação marcada para esta terça-feira no Conselho. Vedoin participaria da acareação acompanhado do filho, Luiz Antonio Vedoin, para serem confrontados com Paulo Roberto Ribeiro, genro da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), e Ivo Marcelo Spínola, genro de Darci Vedoin e também acusado de participação na máfia das ambulâncias.
Darci Vedoin comunicou ao Conselho de Ética de que está com problemas cardíacos, o que o impossibilita de participar da acareação. Na semana passada, o empresário foi ouvido pelo Conselho e, ao final do depoimento, teve que seguir para o serviço médico do Senado onde foi medicado depois de ter alta de pressão.
O Conselho de Ética do Senado também vai ouvir nesta terça-feira o depoimento do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), apontado por Vedoin como um dos parlamentares envolvidos na máfia dos sanguessugas. Suassuna dispensou advogado de defesa no Conselho de Ética e deve falar sozinho durante o depoimento -- ao contrário da conduta que vem sendo adotada pelos outros dois senadores investigados: Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko.
Suassuna também não apresentou testemunhas de defesa ao Conselho com o argumento de que não tem do que se defender. O senador Jefferson Peres (PDT-AM), relator do processo contra Suassuna no Conselho, quer esclarecer a origem de documentos enviados ao Ministério da Saúde, nos quais o senador teria pedido a liberação de recursos para a compra de ambulâncias da Planam.
O senador alega que a sua assinatura foi falsificada nos documentos, mas o seu ex-assessor Marcelo Carvalho afirma que Suassuna sabia das transações -- e nega ter falsificado qualquer assinatura em pedidos de liberação de emendas. A CPI dos Sanguessugas levantou depósitos bancários no valor de R$ 21 mil na conta bancária de Marcelo Carvalho.