O governo minimizou, ontem (11), a denúncia do TCU (Tribunal de Contas da União) de que R$ 11 milhões teriam sido supostamente desviados da Secom (Secretaria de Comunicação do Governo), chefiada por Luiz Gushiken.
O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) disse que o Palácio não tem "nenhuma contrariedade" com relação ao levantamento e que se "eventualmente" alguém tiver responsabilidade terá que responder pelos fatos.
Genro, no entanto, não quis responder se houve ingerência política no TCU para evitar a discussão do assunto antes das eleições. "Não vou me manifestar sobre isso. Do meu ponto de vista o TCU exerce função normativa, fiscalizadora e é assim que deve proceder", disse.
Segundo o que foi apurado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria acionado os ministros do Tribunal de Contas para evitar que o processo sobre a Secom fosse votado pelo plenário do Tribunal antes das eleições. O procurador do Tribunal, Lucas Furtado, pediu vistas do processo, que está pronto para votação desde o ano passado.