Era para ser um grande movimento de oposição à liderança dos senadores José e Roseana Sarney e seu grupo na política maranhense. Era. Os interesses individuais se sobrepuseram e acabaram mostrando o verdadeiro caráter dos membros da tristemente famosa Frente de Libertação do Maranhão, alcunhada pelo ex-governador Cafeteira de Frente da Traição, de forma, aliás, muito apropriada.
Formaram-se 3 frentes, então. Uma, comandada por Jackson Lago, um político com uma obsessão: governar o Maranhão a qualquer custo. Para isso já atuou em todos os matizes ideológicos do arco-íris eleitoral maranhense - incluindo uma aliança com Roseana, regada a champanhe, na casa da senadora, para derrotar João Castelo em 2000.
A segunda corrente da Frente da Traição nasceu da ambição de um juiz que, embora tenha sido alçado a um dos cargos mais importantes da magistratura graças à sua amizade com o então presidente Sarney, sua relevância política se restringe a Caxias, onde trava uma briga paroquial com o deputado cassado Paulo Marinho.
A última vertente dessa tríplice aliança se esvai na figura alaranjada do deputado Aderson Lago, candidato a governador num projeto suicida que, na sua acepção, lhe daria o palanque eletrônico para denunciar o poderio político da família Sarney. Sua candidatura é, na opinião do candidato a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin, a de um laranja para atender aos projetos subalternos do governador José Reinaldo.
Aderson é o que se pode chamar de um candidato marcado pelo imobilismo. Há meses, as pesquisas lhe dão apenas um percentual de votos que está apenas pouco acima de traço.
É voz corrente no estado inteiro que os três candidatos são financiados pelo governador maranhense. Espécime raro de traidor, José Reinaldo investiu pesado para tentar impedir a volta de Roseana ao comando da administração estadual. Seu governo foi marcado por dezenas de denúncias de falcatruas, sempre direcionadas para beneficiar seu grupo e seus candidatos.
A Frente da Traição hoje é apenas um aglomerado de políticos oportunistas querendo se salvar em meio à debandada geral. Na última semana, por exemplo, foi constrangedor para os marqueteiros do governador virem seu chefe posando para fotos em uma solenidade cercado apenas pelo seu secretário de segurança e pelo comandante da PM. Era a imagem definitiva do ocaso de um governo corrupto e omisso: um governador cercado por dois agentes de segurança.
Mas, apesar disso, José Reinaldo não desiste de atacar Sarney e Roseana. Agora, de braços dados com seu colega de corrupção, o senador amapaense cassado por corrupção, João Capiberibe, financia a maior campanha de difamação contra Sarney no Amapá. Para isso, até os jornais locais praticamente esqueceram a disputa eleitoral maranhense e se entregam a uma viciada campanha para achincalhar Sarney no Amapá.
Para isso, compram jornalistas e financiam ataques a Sarney. Dois desses asseclas de José Reinaldo e Capiberibe ganham maior destaque no noticiário dos jornais amilhados.
Chico Bruno, da Folha do Amapá, jornal da família de João Capiberibe, é o mais recente membro da confraria dos jornalistas corruptos. Ele vive de plantar mentiras em seu blog, que depois são distribuídas a nível nacional e finalmente repercutem no Maranhão como se fosse noticiário nacional, numa operação triangular financiada pelos cofres públicos. A outra é Alcilene Maria Carvalho Dias, filiada ao PSB, de João Capiberibe, que vem publicando ofensas e ameaças de morte a Sarney em seu blog. Essa é a gente que José Reinaldo escolheu para fazer seu jogo sujo.