Por Gilberto Léda
Editoria de Política
Crime
Pedetista pode ter registro cassado
Jackson é flagrado fazendo campanha em sindicato
O ex-prefeito Jackson Lago (PDT), candidato ao Governo do Estado pela coligação "Frente de Libertação do Maranhão", parece mesmo desacreditado da sua campanha e disposto a jogar tudo para o alto.
Depois de ser preterido como candidato número um do governador José Reinaldo (PSB) - posto que ficou para o ex-juiz caxiense Edson Vidigal (PSB), da coligação "O Povo no Poder" -, o caudilho pedetista tem desandado a praticar ilícitos eleitorais, numa clara demonstração de desafio ao Judiciário, o que pode causar a cassação seu registro de candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Ontem à tarde (12), o candidato foi flagrado fazendo campanha eleitoral na sede da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado do Maranhão (FETIEMA), no Canto da Fabril. No local, cartazes, adesivos, faixas, bandeiras e toda a estrutura de campanha de Jackson caracterizavam o crime eleitoral.
De acordo com advogado Erik Marinho, da coligação "Maranhão - A Força do Povo", esse tipo de propaganda é ilegal. "A Legislação proíbe, porque uma instituição como essa equivale a um sindicato", explicou, citando o inciso I do artigo 34 da resolução 22.261/2006 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Segundo a determinação, é proibido "ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos estados, do Distrito Federal, dos territórios e dos municípios, ressalvada a realização de convenção partidária".
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Além da propaganda impressa, o pedetista discursou por cerca de trinta minutos, quando, mais uma vez, tentou desvincular a sua imagem da figura de José Reinaldo - abalado pelas mais diversas suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção. "Nenhum outro governo, exceto o de João Castelo (PSDB) trabalhou pelo Maranhão", declarou, numa clara demonstração de que há forças do PDT agindo para que o candidato consiga, ainda antes das eleições, o "descolamento". A tática não tem surtido efeito.
Erik Marinho informou, ainda, que, tão logo todo o material impresso, de áudio e vídeo colhido na tarde desta terça-feira seja reunido, a coligação "Maranhão - a Força do Povo" ingressará com uma representação na Justiça Eleitoral contra Jackson Lago.
Caso seja condenado, a pena é de cassação de registro de candidatura mais multa, que pode variar de R$ 5.320,50 a R$ 106.410,00.