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População da área Itaqui-Bacanga ameaça fechar de novo a Avenida dos Portugueses
Data de Publicação: 13 de setembro de 2006 | | |
| Prazo final Tadeu não cumpre o que promete
Uma faixa na Avenida dos Portugueses é o alerta dos moradores das sete ruas que tiveram as obras abandonadas pela Prefeitura. Ela está exposta desde quinta-feira da semana passada e deve permanecer somente até sexta-feira próxima porque se Tadeu não reiniciar os serviços, segunda-feira o protesto deverá ser realizado.
José Domingos Rocha é um dos líderes comunitários que participou de todas as manifestações para pavimentação das ruas. Ele disse que nenhum prazo foi cumprido. O serviço de drenagem que deveria ser feito em 90 dias, eles gastaram seis meses e ainda existem muitos buracos abertos pelas ruas. "Já caiu muito menino nesses buracos, é um risco!", reclamou.
Sem terminar a drenagem das ruas, a Prefeitura deixou além dos buracos e valas expostas, muito entulho e uns cavaletes para marcar. A poeira é o principal incômodo nas residências. José Domingos reclama da desvalorização de sua padaria na Rua da União por conta da sujeira.
A comissão formada desde o primeiro protesto, nos dois meses após a interrupção dos serviços, foi à SEMSUR, conversou com o secretário Carlos Rogério e recebeu novos prazos e a garantia que as ruas seriam concluídas. Depois disso, os moradores ligaram e começaram a receber "desculpas" para não serem atendidos. Por último, os telefones estão bloqueados ou foram mudados. "Quando ligamos, a secretária eletrônica diz que ou o número não existe ou está desligado", contou Domingos.
Segundo Domingos, a explicação para a demora no reinício dos serviços é que faltou breu e esse vem de Fortaleza. Os moradores esperaram dois meses e vão aguardar somente até sexta-feira para que a Prefeitura se manifeste, ou segunda-feira, 18, eles é que vão se manifestar fechando e queimando pneus na Avenida dos Portugueses como fizeram há quase um ano.
Retrospectiva Está com quase um ano que os moradores do Itaqui-Bacanga fecharam a Avenida dos Portugueses para exigir que Tadeu viabilizasse serviços de pavimentação e drenagem nas ruas daquela área. Esses foram os dois aspectos frisados pelos manifestantes. Água, energia elétrica, saúde e limpeza pública também são precárias. O prefeito prometeu que seriam atendidos posteriormente.
Tadeu nem apareceu para conter os manifestantes O secretário da SEMSUR, Carlos Rogério Araújo, representou bem o órgão administrativo e conseguiu que os moradores liberassem a avenida que estava paralisada às 5h30.
Vinte moradores integraram a comissão que se reuniu com o secretário. Carlos Rogério afirmou que a Prefeitura faria um levantamento nas ruas do Poço, São José, da União e Nova Esperança. Depois da vistoria, ele assinou um documento garantindo o serviço em sete ruas com um prazo de três meses. Os moradores esperam até hoje, quase um ano depois.- Próximo texto:
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