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Tadeu não paga reajuste de professores e alunos do município podem ficar sem aula



Data de Publicação: 13 de setembro de 2006
 
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Tadeu Palácio mandou uma planilha ao Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Ensino, tentando assim, ludibriar a categoria com a desculpa de que não tem recursos para pagar o reajuste prometido no mês de maio deste ano. Por conta disso, os professores realizam nesta quinta-feira, na sede do Sindeducação, assembléia geral sobre a questão. Para deliberar assim o movimento de greve que será por tempo indeterminado.

Os professores reivindicam reposição salarial, defasada desde 2004, ano em que Tadeu Palácio assumiu a Prefeitura. De acordo com a presidente do Sindieducação, Maria Lindalva Batista, a Prefeitura de São Luís e a Secretaria de Educação não levaram em conta as necessidades dos professores.

"O salário da categoria está com defasagem de 48% desde 2004. Até o momento, existe pendência referente à implantação do Estatuto do Professor, que nunca foi revisto".

Eudes Lima, da comissão de Negociação Salarial, diz que "o prefeito alegou apenas que não tem recursos, mas nem prometeu entrar com esse reajuste no orçamento do ano que vem. Já nos reunimos com Tadeu Palácio e com o secretário municipal de educação, Moacir Feitosa, que disse apenas que não tem condições de conceber reajuste", disse.

Como de praxe, os professores se reunirão em assembléia geral e, se confirmado o indicativo de greve, esta será deflagrada a partir da próxima semana quando todo o trâmite for feito na Praça Deodoro.

Com a deliberação da greve, cerca de 100 mil estudantes de escolas pertencentes à Secretaria Municipal de Educação vão ter o período letivo atrasado. Aproximadamente, 160 escolas deixarão de funcionar. Segundo o secretário de Lazer e Cultura do Sindieducação, César Augusto Souza Santos, serão 4.755 professores que estarão cruzando os braços e só quem sairá prejudicado são os estudantes.

Lindalva esclarece que a categoria também não está recebendo a recomposição salarial. "Tadeu Palácio está assinando as promoções, mas não paga a referência. Temos quatro tabelas e nenhuma está sendo paga pelo prefeito. O nível 1, para quem ensina até a 4ª série, continua recebendo R$ 350,00 mais R$ 110, e nível 4 professores com especialidades, o salário é R$ 428,00 mais R$ 110,00 e isso é inadmissível", falou.

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