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População do São Cristovão sofre com a falta de segurança e de pavimentação



Data de Publicação: 13 de setembro de 2006
 
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Insatisfação
Tadeu abandona a Rua do Arame

Um golpe eleitoreiro. É assim que se pode definir o acontecido na Rua do Arame, no São Cristóvão, durante as últimas eleições para prefeito e vereadores. No local, nunca existiu pavimentação, mas pouco tempo antes do dia em que o povo iria votar, Tadeu Palácio, que buscava a reeleição, começou a realizar obras por ali.

Nas travessas em que faltava pavimentação, o problema foi sanado. Porém, a Rua do Arame - deixada por último propositalmente, por ser mais extensa - foi abandonada depois do resultado das urnas.

"Ainda chegaram a jogar piçarra, prepararam o terreno, mas depois das eleições foram embora e nunca mais voltaram", contou Manoel Pereira de Lima, que mora nas proximidades.

E os transtornos não acabam aí. A falta de asfalto é um grande problema, mas não é o maior deles. Ao longo de quase toda a Rua do Arame fica o muro do terreno do aeroporto, de propriedade da Infraero, um domínio da Aeronáutica, onde a Polícia Militar não pode entrar sem autorização prévia.

Sendo assim, os bandidos assaltam na Avenida Guajajaras e se escondem no matagal do terreno. Assaltos por ali são recorrentes. Já houve inclusive registro de estupro e troca de tiros entre a polícia e os criminosos. A segurança, porém, é lenta. Obrigados a recorrer aos procedimentos legais - não respeitados pelos bandidos, exatamente porque para ele não há lei - os militares muitas vezes ficam impedidos de prender os criminosos, que aterrorizam a comunidade. Para completar o quadro de desordem, a iluminação pública da área é precária.

"Estamos aqui por um milagre de Deus. Há mais de três meses, um buraco foi aberto no muro, por um carro grande que fazia uma manobra. Mais à frente eles próprios fizeram outra abertura no muro, nós convivemos com o medo", completou Manoel.

"Isso é um drama, a gente vive em pânico. Tem várias bocas de fumo por aqui por perto e os desocupados entram no terreno para consumir droga", enfatizou José Ribamar da Silva, que mora na Rua São Cristóvão, uma das transversais.

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