Parque Athenas
Jackson comete estelionato eleitoral
A capital do Maranhão há muitos anos sofre nas mãos de administradores ineptos, incompetentes e despreparados. Tadeu é apenas um mero aprendiz. No Parque Atenas II, área nobre, há 10 anos os moradores pagam, além de seus impostos, os serviços de infra-estrutura dos quais necessitam, senão sequer poderiam deixar suas casas para ir trabalhar.
Assim eles fizeram para ter um sistema de esgoto, já que a Caema nunca teve interesse em fazer o serviço de coleta de esgoto. O drama se repete na urbanização do bairro, e os moradores provavelmente vão arcar com a pavimentação das sete ruas que compõem a malha viária do parque. Cansados de esperar pela ação do prefeito Tadeu Palácio, promovem esse esforço conjunto para impedir voltem a enfrentar os mesmos problemas que viveram no último período chuvoso, quando as ruas foram inundadas e ficaram esburacadas, cheias de valas. Na época, as enxurradas impediam a passagem dos moradores, mesmo quando trafegavam de carro.
Quando ainda era prefeito e se preparava para sua campanha de candidato ao governo, há 4ª anos, Jackson Lago promoveu um café da manhã com os moradores, na Igreja do Cohajap, para prometer que faria o serviço. Uma placa colocada no local indicava que a obra seria feita com recursos próprios da Prefeitura de São Luís. Acabou ficando lá por dois anos.
Como Jackson não se elegeu, Tadeu, seu vice, ficou responsável pela execução da obra, porém nem a começou. Faltando poucos dias para as eleições de 2002, em que Tadeu foi reeleito prefeito, os moradores chamaram a imprensa para cobrar o serviço que nunca foi iniciado. Quinze dias depois a placa foi retirada. Nem assim ele deu início às obras.
IPTU
Os moradores Paulo Gomes e Paulo Ribeiro, consultores de vendas, contam essa história com detalhes. Os dois são moradores antigos e cooperaram com os serviços para melhorar o lugar, sem se eximirem do pagamento dos impostos. "Pago, sem atraso, o IPTU de mais de 200 reais para não receber nenhum benefício", reclamou Paulo Gomes.
Paulo Ribeiro lamenta, dizendo que o poder público não se preocupa com quem mora no seu bairro. Além de residências, existem escritórios e empresas com funcionários que se deslocam com dificuldade pela falta de transporte coletivo e pela precariedade das ruas. Quando chove, o tráfego fica impossível.
Sem sistema de coleta de águas pluviais, as ruas ficam cheias, e água invade as casas. A força da água provoca o rompimento de muitos trechos das ruas, formando enormes valas que danificam os veículos. Há uma semana uma máquina foi contratada para aplanar as ruas. O serviço foi pago pelos moradores, contou Paulo.