Política
2006 poderá fechar com R$ 13 bi
Dando continuidade à política de fomento habitacional e acolhendo sugestões do setor da construção civil, a Caixa Econômica Federal ampliou o limite de financiamento às construtoras. Antes com financiamento máximo de até 30% do valor do empreendimento (aproximadamente 50% dos gastos com a obra), o teto agora fica em 85% do custo da obra, limitado a 60% do valor global de venda (VGV). As taxas de juros serão determinadas de acordo com a fonte de recursos.
Para essa linha há disponível cerca de R$ 1 bilhão, com recursos do FGTS e da Caixa, podendo ser suplementado conforme a demanda. "Em 2007, o volume inicial orçado para essas operações de produção é de R$ 3,5 bilhões", afirma Jorge Hereda, vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Governo da Caixa.
A análise de risco de crédito também foi revista, tornando-se, assim, mais flexível. Agora, a avaliação da capacidade de tomar crédito da empresa poderá também levar em consideração a viabilidade comercial do empreendimento, o que permitirá a elevação do limite de crédito da empresa.
Outra mudança importante é que o percentual mínimo (30%) de comercialização das unidades pode também ser feito direto com a construtora. Antes, as regras determinavam que, no mínimo 30% das unidades vendidas à pessoa física deveriam ser previamente financiadas pela Caixa. Agora, o percentual de venda pode ser comprovado também com financiamentos feitos direto com a construtora (autofinanciamento).
Além disso, quando necessário, as operações poderão ser estruturadas de acordo com as peculiaridades da empresa e do empreendimento. Será possível viabilizar o financiamento de construções em que o atendimento do percentual mínimo de comercialização (30%) possa ser feito após a contratação. Essa exigência, bem como outras previamente estabelecidas, precisa ser cumprida para o início do desembolso do empréstimo.