Exoneração
Cabeça da secretária a prêmio
Parece que finalmente caiu a ficha do governador José Reinaldo Tavares e, mesmo no fim do seu desgoverno, ele pode tomar sua primeira decisão sábia: exonerar da Seduc Anny Kristen Pires Mendes Gomes, a toda-poderosa secretária-adjunta de Educação.
Há fortes rumores que a sobrevida de Anny Kristen - que ganhou notoriedade no escândalo da compra superfaturada de livros e se especializou em perseguir os funcionários da Seduc - pode ter chegado ao fim. A situação é tão insustentável que até o secretário Lourenço Vieira da Silva, seu protetor, não consegue mais segurar a pressão dos inimigos e o desejo do governador e de integrantes do PDT e PSB, de vê-la bem longe da Seduc e da campanha eleitoral.
Depois das denúncias de perseguição aos professores, as diretoras das escolas estaduais se negam a votar nos candidatos do governo e culpam a adjunta por isso. Uma das últimas trapalhadas de Anny Kristen foi se expor num blog local, em trajes de banho em uma praia do litoral brasileiro, onde ela e a sua amiga Florisa Gomide teriam ido supostamente participar de seminários à custa do bolso do contribuinte maranhense.
Anny Kristen é tida na Seduc como responsável pela exoneração da irmã de Carlos Brandão, de perseguir e exonerar Tânia Vidigal e Maria de Lourdes Sá Ribeiro. Seu apelido entre funcionários e diretores de escolas é Menina Maluquinha, em homenagem a uma pilha de livros desse personagem que ela adquiriu sem licitação. Mas a sua obsessão pelos livros não é pela natureza lúdica que podem proporcionar, mas pelas cifras que pode alcançar.
Nesse governo, Anny Kristen e sua turma são acusados de causarem um prejuízo de exatos R$ 19.491.409,50, aos cofres públicos. Esse é o montante usado na compra de livros sem licitação. Teve livro que custou ao erário a bagatela de R$ 128,72 a unidade. Livros comprados em uma granja, nos arredores de Curitiba.