Educação
Governo do Estado deixa creche abandonada
No Bairro Bequimão, a Creche Pinóquio, pertencente ao Governo do Estado, está fechada há cerca de 3 anos. No local onde crianças deveriam estudar e ter lazer, o que se vê são duas construções abandonadas, cheias de mato que crescem em torno do local. No lugar do muro, resta vestígio do alicerce. Ao lado da "creche", há as ruínas de um posto de saúde e de um laboratório em franco estado de depredação o que denunciam a incompetência e inoperância do Governo do Estado com o dinheiro dos maranhenses.
Jeremias Cardoso Leite, 28 anos, há 15 morador do bairro, afirma que os moradores, indignados, protestaram, mas não obtiveram resultados. "Aqui está desabando tudo. Hoje só tem esse matagal. A creche atendia às crianças da área do Pão de Açúcar e da Vila Palmeira. Agora, as crianças estão por aí... Nada mais funciona. Tiraram até o material que tinha", denuncia.
"Há um ano e meio, o muro foi derrubado para evitar a ação dos marginais que começaram a se esconder no local. Hoje, a limpeza do terreno é feita pelos próprios moradores. A intenção é diminuir a ação dos bandidos que se escondiam no local", esclarece.
Efrain Soares Fernandes fala do estado de abandono dos dois prédios. "O governador ou o prefeito tinham que dar uma olhada nisso. Aqui só ainda não virou ponto de marginal, porque os moradores limpam o matagal que se forma no local. Antes, os moradores do Pão de Açúcar traziam os filhos para a creche para poder trabalhar, agora não tem mais nada".
Ezequiel Martins afirma que sua irmã tinha um filho na creche. "Dizem que ela fechou porque não tinha recursos para manter as crianças". A creche atendia crianças moradoras do Pão de Açúcar, Rio Anil e Bequimão. "Por conta do fechamento, muitas crianças ficaram sem colégio. Muitas mães deixaram de trabalhar, porque não têm onde deixar os filhos", ressalta.
Há pouco mais de três meses, funcionários de uma empresa começaram a destelhar a creche, alegando que o local seria todo reformado para funcionar uma escola no bairro. Porém, há pouco mais de um mês, os trabalhadores voltaram a abandonar a área, que começa a ser coberta pelo mato.